O TikTok assinou acordos estratégicos com um grupo de investidores de peso, incluindo Oracle, Silver Lake e MGX, para a criação de uma joint venture que passará a operar a plataforma em solo americano. A movimentação, anunciada na noite de quinta-feira, 22, estabelece uma nova estrutura de governança baseada em salvaguardas rigorosas para proteger a segurança nacional, garantindo a continuidade do serviço para milhões de usuários nos Estados Unidos.

A nova operação funcionará sob protocolos abrangentes que envolvem a proteção de dados sensíveis, a segurança de algoritmos e critérios estritos de moderação de conteúdo. Além disso, o acordo prevê garantias de software exclusivas para o mercado americano, atendendo às exigências de transparência impostas pelos órgãos reguladores locais.
Nova liderança e estrutura de governança
A gestão da nova empresa ficará a cargo de Adam Presser, executivo que ocupou anteriormente o cargo de chefe de Operações, Segurança e Confiança do TikTok. Presser liderará a operação ao lado de um conselho de administração composto por sete membros, em sua maioria cidadãos americanos, que terá a participação de Shou Chew, atual presidente global do TikTok.
Este novo modelo de gestão foi desenhado para mitigar as preocupações do Congresso americano, que havia sancionado uma lei prevendo a proibição da plataforma caso o controle permanecesse integralmente sob a ByteDance. Com a reestruturação, a plataforma busca estabilidade jurídica e operacional em um de seus mercados mais rentáveis.
A composição da joint venture reflete a entrada de capital de setores estratégicos de tecnologia e finanças. Os três principais investidores gestores (Oracle, Silver Lake e a firma MGX, dos Emirados Árabes Unidos) deterão, cada um, 15% de participação na empresa. O grupo de investidores também conta com a participação da firma de investimentos de Michael Dell, fundador da Dell Technologies.
A ByteDance, empresa de origem chinesa que fundou a plataforma, manterá uma fatia de 19,9% na joint venture. Essa nova distribuição de capital e poder de voto encerra anos de incerteza sobre o destino do aplicativo nos Estados Unidos, permitindo que a empresa foque em inovação e na expansão de suas ferramentas de publicidade e social commerce sem o risco iminente de bloqueio estatal.