O Google anunciou nesta segunda-feira, 9 de março, o início de uma nova fase para o Google Campus em São Paulo. O espaço de apoio ao ecossistema de startups reabrirá em breve em um endereço estratégico: uma área anexa ao futuro Centro de Engenharia do Google, localizado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). A mudança coloca o Campus no coração de uma estrutura de mais de 7.000 m² dedicada à inovação e tecnologia de ponta.

Sob a liderança de Maurício Martiniano, o Google Campus evoluiu para responder à nova economia “AI-First”. O objetivo central é alimentar o empoderamento da inteligência e diminuir as barreiras entre o empreendedor e a informação. Segundo Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, o novo campus reafirma o compromisso de longo prazo da companhia com o país, visando impulsionar a próxima geração de empreendedores que criarão impacto positivo tanto na economia local quanto global.
Estratégia renovada e foco em Deep Tech
O novo cenário exige um olhar atento sobre três frentes: consumidor, fundadores e investidores. O Brasil destaca-se como um mercado pioneiro, onde 82% da população já utiliza ferramentas de inteligência artificial de forma otimista. Para acompanhar esse ritmo, o Google Campus selecionou três teses centrais de atuação:
- Deep Tech: Focada em pesquisas científicas e engenharia avançada para resolver desafios em saúde, energia e clima.
- Soluções Agênticas: Voltadas para transformar a experiência em setores como o varejo, movendo-se da automação para a autonomia de processos.
- Martech: Dedicada à modernização do ecossistema publicitário e da economia dos criadores no Brasil.
Martiniano destaca que o Campus facilitará o desenvolvimento de soluções de impacto ao conectar empreendedores, academia e a engenharia do Google. As novas instalações oferecerão uma infraestrutura completa, composta por 120 estações de trabalho rotativas semanais, salas de reunião de última geração, estúdio de podcast e um café público para fomentar conexões espontâneas.
Novos programas e aceleração técnica
A execução é o pilar fundamental desta nova fase. Thais Melendez, gerente de programas do Google Campus, explica que o espaço foi desenhado para que os fundadores possam participar de todas as etapas de criação, resgatando a essência de inovação da companhia. Para o segundo semestre de 2026, três novos programas foram detalhados:
- AI Board Academy: Discussões estratégicas de três a seis meses entre fundadores e lideranças do Google e de grandes empresas sobre IA e liderança.
- Matchmaking: Um acelerador intensivo de até um mês para conectar a agilidade das startups às necessidades de grandes corporações por meio de provas de conceito (PoCs).
- AI Speed Launch: Um formato de imersão técnica de um dia, conectando startups diretamente a engenheiros do Google para prototipagem rápida e validação.
A expectativa é selecionar até 50 startups para as fases iniciais destes programas, priorizando aquelas que utilizam a inteligência artificial como parte central de seus produtos. Além do apoio direto, o Google Campus promoverá eventos abertos e debates para democratizar o acesso à expertise tecnológica e permitir que novos fundadores transformem problemas complexos em soluções escaláveis no Brasil.