O padrão criado pelo Google para integrar empresas e agentes de inteligência artificial (IA) começou a ser usado no processo de finalização de compras nos Estados Unidos.

O chamado Universal Commerce Protocol (UCP), lançado em janeiro, agora permite que consumidores norte-americanos concluam compras da Etsy e da Wayfair diretamente pelo Modo IA da Busca do Google e pelo aplicativo Gemini.
No último mês, o Walmart anunciou uma parceria com a big tech para automatizar suas compras online, também baseada no UCP. A iniciativa combina o Gemini com os produtos do Walmart e do Sam’s Club, ampliando a integração entre busca, recomendação e compra.
Segundo o Google, o sistema será expandido em breve para Shopify, que já opera com a OpenIA, e Target.
Padrão comum para agentes e varejistas
De acordo com o Google, o UCP foi desenvolvido para funcionar em toda a jornada de compra, criando uma linguagem comum para que agentes de IA, plataformas de e-commerce e sistemas de pagamento operem de forma integrada.
A proposta é substituir integrações exclusivas entre cada agente e varejista por um padrão interoperável. O protocolo é compatível com estruturas da indústria como Agent2Agent (A2A), Agent Payments Protocol (AP2) e Model Context Protocol (MCP).
Em publicação no blog oficial, Vidhya Srinivasan, vice-presidente e gerente geral de Anúncios e Comércio do Google, afirmou que o comércio com agentes deve deixar de ser um conceito em 2026 e passar a integrar o cotidiano das compras digitais.
Disputa por padrão no comércio automatizado
O lançamento posiciona o Google na disputa por padrões de comércio automatizado. Empresas como OpenAI, Amazon e Microsoft também desenvolvem seus próprios sistemas de integração entre agentes de IA e varejo.
A competição tende a se concentrar na adoção dos protocolos e na incorporação desses sistemas ao comportamento de compra diário.
Wayfair participa do desenvolvimento
A Wayfair informou que participou do desenvolvimento do UCP e que permitirá aos consumidores finalizar compras diretamente durante a busca no Google, sem redirecionamento para outro ambiente.
Segundo Fiona Tan, diretora de tecnologia da companhia, a estratégia é investir em experiências de descoberta com IA tanto no aplicativo próprio quanto em plataformas externas.