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iFood cria canal de apoio para entregadoras vítimas de violência doméstica

Por: Alice Lopes

Jornalista no E-Commerce Brasil

Jornalista e redatora no portal E-Commerce Brasil em constante busca pelas melhores histórias.

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O iFood anunciou a estruturação do Juntas iFood, uma iniciativa voltada a acolher entregadoras parceiras que enfrentam situações de abuso e violência no ambiente doméstico. O canal viabiliza atendimento especializado em áreas críticas, como Direito, Psicologia e Assistência Social, garantindo sigilo e gratuidade em todo o processo.

Bag do iFood
(Imagem: reprodução)

A central de suporte nasce de uma colaboração com o projeto Justiceiras, da Associação Justiça de Saia. O objetivo da parceria é conectar as profissionais cadastradas no marketplace a uma rede nacional de especialistas capaz de oferecer orientações técnicas e acolhimento imediato.

Foco na autonomia e segurança das parceiras

De acordo com Luana Ozemela, CSO e vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood, a estratégia amplia o cuidado com a entregadora para além do período de jornada nas ruas. O foco está em oferecer as ferramentas necessárias para que essas mulheres conquistem autonomia financeira e dignidade, rompendo ciclos de vulnerabilidade com o respaldo da plataforma.

A criação do canal reforça a política interna de proteção do iFood, que já atua em casos de violência ocorridos durante as rotas de entrega. Com este novo braço social, a empresa se consolida como um elo relevante na rede de proteção feminina no Brasil.

O contato com o Juntas iFood é realizado de forma digital através de um formulário disponível no aplicativo e no Portal do Entregador. Após a triagem das informações, o retorno com o início do acompanhamento personalizado ocorre em um prazo de até 24 horas.

A plataforma ressalta que o serviço funciona como um suporte complementar e preventivo. Em cenários de risco iminente, a orientação central permanece o acionamento dos canais oficiais de segurança pública, como o 190 (Polícia Militar) ou o 180 (Central de Atendimento à Mulher).

Esta movimentação sinaliza o esforço da marca em fortalecer seu ecossistema, entendendo que o bem-estar e a segurança das entregadoras são pilares fundamentais para a sustentabilidade da operação logística no país.