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Varejo ampliado cresce em fevereiro, aponta IGet

Por: Lucas Kina

Jornalista e produtor de Podcasts no E-Commerce Brasil

Os dados mais recentes de atividade econômica mostram desempenho desigual entre serviços e varejo em fevereiro. Enquanto os serviços prestados às famílias registraram queda no período, o varejo ampliado apresentou leve recuperação, sustentado principalmente pelo desempenho de materiais de construção.

Varejo ampliado cresce em fevereiro, aponta IGet
(Imagem: Envato)

A avaliação é de que a política monetária ainda exerce pressão sobre a atividade, embora fatores como o mercado de trabalho e estímulos fiscais devam contribuir para um cenário de aceleração ao longo do primeiro trimestre de 2026.

Varejo ampliado cresce, mas restrito recua

No varejo, o índice ampliado registrou crescimento de 0,3% em fevereiro, após dois meses consecutivos de resultados negativos. Na comparação anual, porém, o indicador apresentou queda de 5,1%.

Já o varejo restrito seguiu trajetória oposta e caiu 1,1% no mês, com retração de 7,5% na comparação com fevereiro do ano anterior. O desempenho foi influenciado principalmente pela queda nas vendas de supermercados (-0,7%) e combustíveis (-1,0%), dois dos segmentos com maior peso no indicador.

Entre os resultados positivos do varejo restrito, destacaram-se as vendas de artigos farmacêuticos, que cresceram 1,4%, e outros segmentos do varejo, com alta de 1,2%. O setor de móveis e eletrodomésticos também aparece entre os destaques do período.

No índice ampliado, o principal fator de sustentação foi o desempenho de materiais de construção, que avançaram 19,5% no mês. Em sentido contrário, o segmento de automóveis, partes e peças apresentou retração de 2,7%.

A leitura geral dos dados indica um crescimento ainda modesto da atividade econômica. A expectativa é de que o ritmo da economia ganhe força ao longo do primeiro trimestre de 2026, especialmente quando os efeitos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil passarem a impactar o consumo das famílias.

Serviços recuam após avanço em janeiro

O índice de serviços prestados às famílias recuou 5,4% na passagem de janeiro para fevereiro. O resultado devolve parte do avanço observado no primeiro mês do ano. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 4,0%.

A retração atingiu os principais segmentos do indicador. O setor de alojamento e alimentação registrou recuo de 2,9% no mês, enquanto o grupo de outros serviços às famílias apresentou queda de 1,2% após desempenho positivo em janeiro.

Segundo a avaliação dos analistas, o resultado reflete, em parte, os efeitos da política monetária restritiva sobre o consumo de serviços. Ainda assim, a resiliência do mercado de trabalho e estímulos fiscais continuam sendo apontados como fatores que podem sustentar a atividade econômica no curto prazo.