O Spotify apresentou um desempenho financeiro robusto no quarto trimestre de 2025, registrando um lucro líquido de 1,17 bilhão de euros. O resultado representa um salto significativo frente aos 367 milhões de euros apurados no mesmo período do ano anterior e superou com folga as projeções do mercado. O lucro por ação atingiu 4,43 euros, superando a estimativa de 2,71 euros da FactSet, refletindo uma melhora estrutural na rentabilidade e na eficiência operacional da companhia.

A receita da empresa somou 4,5 bilhões de euros entre outubro e dezembro, uma alta anual de 13% em moeda constante. No consolidado de 2025, o faturamento alcançou a marca de 17,19 bilhões de euros, um crescimento de 10% na comparação anual. Para o primeiro trimestre de 2026, a gigante sueca projeta manter o patamar de vendas em 4,5 bilhões de euros, com uma margem bruta estimada em 32,8%, sinalizando a continuidade do foco na conversão de resultados financeiros.
Expansão da base de usuários e engajamento
No campo operacional, o Spotify encerrou o ano com 751 milhões de usuários ativos mensais, um avanço de 11% em relação a 2024, superando as próprias metas da empresa. O grande motor da receita, a base de assinantes premium, cresceu 10% no ano, atingindo 290 milhões de clientes após a adição líquida de 9 milhões de novos assinantes apenas no último trimestre.
A companhia atribui parte desse sucesso ao engajamento recorde com o “Spotify Wrapped”, que atraiu mais de 300 milhões de usuários para a retrospectiva anual. Além disso, a expansão global do catálogo de audiolivros e a introdução de novos recursos tecnológicos no aplicativo foram fundamentais para manter a retenção e o tempo de uso da plataforma em alta, mesmo diante de reajustes recentes nos preços das assinaturas.
Projeções e margens para 2026
O lucro operacional do quarto trimestre atingiu 701 milhões de euros, com a margem bruta subindo para 33,1%, patamar considerado elevado para o setor de streaming. Para o trimestre atual, a expectativa é alcançar 759 milhões de usuários ativos e chegar aos 293 milhões de assinantes pagos, mantendo a trajetória de crescimento sustentável.
Embora o guidance de receita para o início de 2026 tenha vindo ligeiramente abaixo do consenso das instituições financeiras, a diretoria da empresa reforça que a prioridade segue na melhora das margens operacionais e na diversificação de conteúdo. A estratégia de consolidar o Spotify como uma plataforma de áudio completa, unindo música, podcasts e audiolivros, tem se mostrado eficaz para sustentar o valor da marca em um ambiente de forte concorrência global.