Logo E-Commerce Brasil

Volta às aulas: marcas investem em influencers para se aproximar dos mais jovens

Por: Amanda Lucio

Jornalista e Repórter do E-Commerce Brasil

O período de volta às aulas em 2026 reforça uma mudança estrutural no varejo brasileiro, com maior protagonismo do comércio eletrônico e das marcas que operam diretamente com o consumidor final. De acordo com pesquisa da Nuvemshop, o setor deve se beneficiar de um cenário em que o e-commerce nacional projeta faturar mais de R$ 258 bilhões no ano.

Menina sorridente e desfocada mostrando estojo brilhante perto de smartphone em suporte para celular.
(Imagem: Envato)

Os dados indicam que, apenas em janeiro de 2026, o volume de vendas relacionadas à volta às aulas cresceu 45% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O desempenho aponta a resiliência do consumo escolar, mesmo em um contexto de maior seletividade econômica por parte das famílias.

Segundo Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop, o período evidencia uma disputa cada vez mais clara pelo controle da jornada de compra. Para ele, marcas que adotam o modelo de venda direta ao consumidor deixam de atuar apenas como fornecedoras e passam a construir uma relação mais próxima e recorrente com o público.

O levantamento mostra que o comportamento de compra tem sido influenciado diretamente pelas crianças da chamada Geração Alpha, nascidas a partir de 2010 e já totalmente familiarizadas com o ambiente digital. Esse protagonismo se reflete nas categorias com maior tração no início do ano, como produtos de papelaria e itens escolares, incluindo mochilas, cadernos e materiais gráficos, que registraram aumento na demanda logo nas primeiras semanas de 2026.

Para alcançar esse público, as marcas têm recorrido com mais intensidade ao marketing de influência. A pesquisa aponta que 62% das empresas do segmento já investem em parcerias com criadores de conteúdo como forma de validação de autoridade e aproximação com o consumidor. Nas lojas especializadas, o ticket médio do período chegou a R$ 160, considerando os meses de dezembro e janeiro.

Outro dado relevante do estudo é o avanço das compras via dispositivos móveis. Atualmente, 77% das transações relacionadas à volta às aulas são realizadas pelo celular, o que reforça a centralidade do mobile na jornada de compra das famílias e a necessidade de experiências de navegação e checkout simplificadas.

De acordo com a Nuvemshop, a eficiência operacional se tornou um dos principais desafios de gestão para 2026, especialmente diante das baixas taxas de conversão observadas no comércio digital. Nesse cenário, reduzir fricções no processo de compra e garantir conveniência passou a ser um fator decisivo para a sustentabilidade das marcas no médio prazo.