O JustWatch divulgou um novo relatório sobre a evolução do mercado de streaming no Brasil ao longo de 2025. Com base no comportamento de mais de 5 milhões de usuários mensais no país, o estudo acompanha a participação de mais de 50 plataformas de vídeo sob demanda por assinatura (SVOD) e aponta mudanças relevantes na disputa entre os principais serviços.

Segundo o levantamento, o Amazon Prime Video consolidou a liderança do mercado brasileiro, encerrando 2025 com 21% de participação e crescimento anual de 1 ponto percentual. Já a Netflix registrou uma das maiores perdas do ano, caindo para 19% de market share, com retração de 4 pontos percentuais em relação a 2024.

A Disney+ foi a plataforma com melhor desempenho anual, avançando 3 pontos percentuais e alcançando 18% de participação, o que garantiu o terceiro lugar no ranking. Em sentido oposto, o Globoplay também apresentou queda expressiva, recuando 4 pontos percentuais no ano e fechando o quarto trimestre com 8% do mercado.
No recorte trimestral, o Prime Video manteve participação estável entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025, enquanto a Netflix recuou 1 ponto percentual no período. Disney+ e HBO Max permaneceram estáveis no trimestre, embora a HBO Max tenha acumulado perda de 2 pontos percentuais no comparativo anual, encerrando o ano com 11% de participação.

Entre as plataformas de porte intermediário, Apple TV+ e Paramount+ registraram crescimento de 1 ponto percentual no quarto trimestre, chegando a 9% e 7% de market share, respectivamente. No acumulado do ano, o Apple TV+ avançou 2 pontos percentuais, sinalizando ganho de tração no mercado brasileiro.
Plataformas de nicho, como a MUBI, mantiveram estabilidade ao longo do ano, com 3% de participação no quarto trimestre. Já o grupo de serviços menores, reunidos na categoria “outros”, respondeu por 4% do mercado e apresentou leve retração anual de 1 ponto percentual.
De acordo com o relatório, os dados refletem um mercado cada vez mais concentrado nas grandes plataformas globais, com crescimento mais difícil para players locais e serviços de menor escala. A competição intensa no topo do ranking e o avanço gradual das plataformas intermediárias devem seguir moldando o cenário do streaming no Brasil em 2026.