Como 2026 pretende ser o momento do social commerce e do agentic commerce, é importante que as marcas se preparem para sair bem nas estratégias de comunicação este ano. Para isso, executivas da Amazon Ads apresentaram previsões sobre os rumos do mercado de publicidade para o ano, com foco em criatividade orientada por dados, economia dos criadores, inteligência artificial e novos modelos de mensuração em mídia digital e streaming TV.

Criatividade orientada por dados
Para Kate McCagg, diretora global do Brand Innovation Lab da Amazon Ads, campanhas mais eficazes são aquelas que integram dados de audiência desde a concepção criativa. Segundo a executiva, quando equipes criativas utilizam informações reais sobre comportamento e necessidades dos consumidores, conseguem desenvolver ideias mais relevantes e menos intrusivas.
A expectativa é que, nos próximos anos, as marcas voltem com mais frequência aos pontos de interesse e fricção do consumidor para construir mensagens publicitárias mais alinhadas à experiência do público.
Papel estratégico dos criadores
Lauren Anderson, diretora do Brand Innovation Lab da Amazon Ads nos Estados Unidos, destaca a consolidação da creator economy como um dos principais vetores de transformação da publicidade. De acordo com ela, os criadores deixam de atuar apenas como produtores pontuais de conteúdo e passam a ocupar um papel estratégico, influenciando cultura, inovação e crescimento das marcas.
Em 2026, as empresas que investirem em parcerias de longo prazo e estruturarem estratégias de mídia em torno das comunidades desses criadores tendem a construir conexões mais consistentes com os consumidores.
Tendências apontadas para o Brasil
A diretora-geral da Amazon Ads no Brasil, Caro Piber, elenca seis movimentos que devem ganhar força no mercado publicitário:
1. IA agêntica acelera processos
Ferramentas baseadas em inteligência artificial passam a executar, em poucas horas, tarefas que antes exigiam semanas de trabalho manual. A expectativa é de maior eficiência operacional, com fluxos criativos e de campanha mais adaptáveis e escaláveis, mantendo supervisão humana.
2. Otimização Criativa Dinâmica ganha escala
A personalização de anúncios tende a se intensificar com o uso de IA generativa. Elementos como imagens e mensagens poderão variar automaticamente conforme o perfil do consumidor, histórico de compra e contexto, permitindo maior precisão na entrega do criativo.
3. Criativos personalizados em múltiplos canais
A combinação de dados próprios, DCO e IA generativa deve permitir narrativas consistentes em diferentes canais, com testes mais rápidos e maior controle sobre brand safety e mensuração. A expectativa é que esse modelo se torne referência para campanhas integradas.
4. Streaming TV passa a competir por verba de performance
Em 2026, campanhas em streaming TV devem ser avaliadas cada vez mais por métricas de resultado, como vendas, cadastros e reservas, e não apenas por alcance ou frequência. Com isso, o formato passa a disputar orçamento tanto com mídia de marca quanto de performance.
5. Publicidade contextual avança para anúncios por cena
A publicidade contextual no streaming TV deve evoluir para formatos mais específicos, com anúncios relacionados diretamente ao conteúdo exibido em cena, combinando contexto, localização e dados em tempo real.
6. IA atua nos bastidores da performance
Além do criativo, a inteligência artificial deve ter papel central na identificação de audiências, otimização contínua de campanhas e análise de grandes volumes de dados. A promessa é tornar análises avançadas mais acessíveis aos profissionais de marketing, acelerando decisões baseadas em resultados de negócio.