A Meta anunciou que vai ampliar a exibição de anúncios no Threads para todos os usuários globalmente, incluindo o Brasil. A expansão começa na próxima semana e ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos meses.

Até agora, a veiculação de anúncios na plataforma estava restrita a mercados selecionados, em um teste iniciado em maio de 2025. Com a mudança, empresas poderão alcançar usuários do Threads em escala global dentro do ecossistema de publicidade da Meta.
Segundo a companhia, o Threads se consolidou como uma plataforma de conversas em crescimento acelerado. Dois anos após o lançamento, a rede soma mais de 400 milhões de usuários ativos mensais, o que amplia seu apelo como novo espaço de engajamento para marcas e anunciantes.
Desde a introdução dos anúncios no Threads, há cerca de um ano, a Meta afirma ter incorporado novos formatos publicitários e recursos voltados às empresas. Entre eles estão a simplificação da gestão de contas e a adoção de verificações por terceiros, com foco em segurança e adequação de marca.
A empresa também destaca que campanhas já veiculadas em outras plataformas do grupo podem ser estendidas ao Threads de forma integrada, sem a necessidade de criação de estruturas específicas, o que facilita o alcance de públicos em diferentes ambientes digitais.
Publicidade e dados em xeque
O anúncio ocorre em um momento de maior escrutínio regulatório sobre a Meta no Brasil. No início de janeiro, a Superintendência-Geral do Cade abriu um inquérito administrativo para apurar suspeitas de abuso de posição dominante por empresas do grupo.
A investigação envolve mudanças recentes nos termos de uso do WhatsApp, relacionadas à utilização de tecnologias de inteligência artificial (IA).
Além disso, documentos internos obtidos pela Reuters indicam que a Meta estima que cerca de 10% de sua receita anual tenha origem em anúncios fraudulentos ou na promoção de produtos proibidos. Esse volume equivaleria a aproximadamente US$ 16 bilhões.
Os registros apontam ainda que, por pelo menos três anos, usuários das plataformas da companhia, como Facebook, Instagram e WhatsApp, teriam sido expostos a esse tipo de publicidade. Relatórios internos citam a exibição diária de cerca de 15 bilhões de anúncios com indícios claros de fraude nessas plataformas.