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Estudo aponta alta nas bebidas consumidas no Carnaval em 2026

Por: Amanda Lucio

Jornalista e Repórter do E-Commerce Brasil

Os preços médios das principais bebidas consumidas no Carnaval registraram alta no Brasil entre 2025 e 2026. Levantamento da Neogrid, baseado em compras reais no varejo nacional, aponta aumento em todas as categorias analisadas.

Balcão com bebidas alcoolicas
(Imagem: Unsplash/Waldemar Brandt)

O estudo considera valores por litro praticados em pequenos varejos, supermercados, hipermercados e atacarejos. Entre os produtos avaliados, a cachaça apresentou a maior variação média no período.

Cachaça lidera aumento entre as bebidas

No cenário nacional, o preço médio da cachaça subiu de R$ 34,31 no Carnaval de 2025 para R$ 39,95 em 2026, alta de 16,43%. A vodca também registrou aumento relevante, de 13,12%, passando de R$ 29,98 para R$ 33,91.

As bebidas energéticas tiveram elevação de 10,46%, com o preço médio passando de R$ 20,61 para R$ 22,77. Já a cerveja, principal item de consumo do período, apresentou alta de 7,31%, com o litro subindo de R$ 15,72 para R$ 16,87.

Entre os demais itens, o refrigerante avançou 5,09%, de R$ 7,14 para R$ 7,50. O uísque teve a menor variação média entre as categorias avaliadas, com aumento de 4,53%, passando de R$ 120,19 para R$ 125,64.

Regiões apresentam aumentos mais intensos

A análise regional mostra variações ainda mais expressivas. A cachaça registrou altas de 94,27% no Norte e 86,18% no Sul, além de avanços de 70,80% no Nordeste, 17,98% no Centro-Oeste e 3,19% no Sudeste.

A vodca teve a maior elevação no Norte, com 78,44%, seguida pelo Nordeste, com 28,90%, e pelo Sul, com 27,32%. No Centro-Oeste e Sudeste, as variações foram de 7,65% e 3,77%, respectivamente.

As bebidas energéticas subiram em todas as regiões, com destaque para o Sul, com alta de 14,44%. No Nordeste, o avanço foi de 12,20%, seguido por Norte, Sudeste e Centro-Oeste.

Alta pode pressionar consumo

Segundo Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, o movimento pode impactar o comportamento do consumidor ao longo do ano.

De acordo com a executiva, o aumento de preços tende a pressionar o orçamento das famílias e estimular substituições entre categorias e marcas. Para o varejo, o cenário reforça a necessidade de monitoramento constante da demanda e de estratégias promocionais mais sensíveis às variações regionais.


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