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Click to Delivery: a nova era da operação no e-commerce vai além da logística

Por: João Paulo Amadio

CSO da Afterclick

JP Amadio, CSO da Afterclick, é um executivo de e-commerce e transformação digital com mais de 24 anos de experiência em empresas líderes globais, atuando nos ecossistemas B2B e B2C em indústrias, varejo, plataformas SaaS, consultorias e mídia digital. Especialista em estratégias de Digital Go To Market, tem forte atuação na formação e liderança de times de Business Development e Customer Success, conduzindo planos de transformação de negócios de ponta a ponta, sempre com foco em alinhamento organizacional, eficiência operacional e experiência do cliente. Ao longo da carreira, liderou a criação de ofertas e do Go To Market de E-commerce e Canais Digitais na EY, estruturou verticais estratégicas no Facebook e foi protagonista no turnaround da Staples Brasil, onde digitalizou o modelo comercial e elevou as vendas online de 20% para 80% em seis anos, além de conduzir o processo de venda da operação brasileira. Sua trajetória é marcada pela capacidade de conectar estratégia, execução e cultura digital para gerar crescimento sustentável e resultados consistentes.

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A próxima fronteira do e-commerce

Você investiu em mídia, atraiu o consumidor, otimizou a vitrine, o checkout funcionou. O cliente clicou em “comprar”. E agora?

Mulher deitada no chão usando tablet e segurando cartão de crédito, realizando compra online.
Imagem: Reprodução.

Para muitas marcas, a resposta é: agora é com a logística. Mas é exatamente aqui que reside um dos maiores erros do e-commerce moderno. O que acontece após o clique não é apenas entrega. É onde a marca se concretiza na prática. É onde você garante a repetição da compra, a fidelização e a margem.

Esse trecho da jornada, chamado de pós-clique, vem ganhando destaque justamente por ser o mais subestimado e, ao mesmo tempo, o mais determinante. Por isso, surge no Brasil um novo conceito: Click to Delivery, uma categoria operacional criada para organizar, integrar e transformar essa etapa em diferencial competitivo.

Pós-clique ≠ logística

Muitos profissionais ainda associam “operação” à logística: estoque, transporte, entrega. Mas essa é só uma parte da equação.

Na prática, o pós-clique é formado por cinco pilares essenciais e interdependentes:

1. Gestão de catálogo – a base de tudo: produtos, SKU, atributos e descrição bem estruturada.
2. Integração – conexão entre plataformas, ERPs, OMS, hubs, gateways e marketplaces.
3. Serviços financeiros – conciliação, emissão fiscal, split, tributação e repasse.
4. Logística – fulfillment, last mile, reversa, torre de controle e KPIs.
5. Atendimento ao cliente – multicanal, integrado à operação, com resolução de primeira chamada.

Se um desses pilares falha, a experiência quebra. O consumidor não enxerga a logística ou o ERP. Ele enxerga a marca. E é a marca quem paga o preço da ineficiência.

Fragmentação: o vilão invisível

A maioria das operações digitais no Brasil é fragmentada:

– uma empresa faz a entrega,
– outra cuida do atendimento,
– outra gere os pagamentos e notas fiscais.

Isso gera:

– ruptura de estoque,
– cancelamentos,
– erros de cobrança,
– atendimento desconectado,
– score ruim em marketplaces.

Ou seja: prejuízo operacional, perda de reputação e margem corroída. A soma dessas falhas explica por que tantas marcas perdem clientes no pós-clique.

Click to Delivery: um novo modelo operacional

O conceito Click to Delivery surge como resposta a esse caos. Trata-se de um modelo integrado e especialista que centraliza todos os pilares do pós-clique sob uma única orquestração.

Ele não substitui agências, plataformas ou marketplaces – pelo contrário, se integra a eles, entregando a eficiência operacional que faltava.

Desenhado desde o início para a realidade operacional, fiscal e sistêmica do e-commerce brasileiro, o Click to Delivery organiza a bagunça operacional e transforma complexidade em fluidez.

Resultados concretos com uma operação Click to Delivery

Estudos internos da After Click mostram ganhos expressivos em operações que migraram para o modelo:

– 20% de redução de custos operacionais,
– 30% de eficiência de processos,
– 25% de aumento na fidelização de clientes,
– 25% de agilidade no tempo de atendimento e entrega.

Além disso, o modelo Click to Delivery permite a aplicação real de IA e BI no e-commerce, com dados estruturados e conectados entre todas as etapas da jornada.

Conclusão: excelência operacional é o novo marketing

No novo e-commerce, a experiência do cliente não acaba no clique. Ela começa ali.

Quem tratar o pós-venda com profundidade e integração vai liderar. Quem continuar fragmentado vai perder margem, escala e reputação.

Click to Delivery é mais do que um conceito. É uma nova categoria. E representa o que o consumidor espera: uma jornada sem atrito, com velocidade, transparência e resolução.

A era dos especialistas chegou. E a operação é o novo diferencial competitivo.