Sundar Pichai, CEO do Google e da Alphabet, foi um dos principais nomes da NRF 26 no primeiro dia de evento e palestras. O executivo falou sobre o poder do encantamento do consumidor, a importância da descoberta de produtos ser dinâmica e intuitiva e a regulamentação da IA Agêntica no e-commerce.

Ou seja: a partir de agentes virtuais de inteligência artificial, os consumidores vão poder conversar, tirar dúvidas e escolher produtos para comprar online sem nem precisar acessar o site.
“A descoberta de produtos pode ser até divertida para o consumidor”, explica o executivo. Além disso, ela precisa ser intuitiva.
Regulamentação da IA Agêntica
O Universal Commerce Protocol — ou Protocolo Universal de Varejo, em tradução livre — é uma solução construída especialmente para organizar de forma segura e clara as vendas online nas ferramentas de IA do Google. “Já estamos testando o protocolo, mas a divulgação oficial está sendo feita aqui hoje. A ferramenta será aberta, agnóstica e disponível para todos no varejo”, explicou Pichai.
“Ele foi construído para facilitar e organizar um padrão que funcione em escala global”, completa. “Logo, será possível ver um botão de compra ao usar a IA do Google para pesquisar”.
Com o protocolo, os agentes de IA vão poder padronizar informações de compra disponíveis com segurança e integração, inclusive com sistemas de pontos, personalização e disponibilidade de opções
“Estamos em um momento em que queremos perguntar a IA sobre as melhores alternativas para uma necessidade e receber opções de compras personalizadas dos nossos e-commerces preferidos”, expõe Pichai.
Segundo ele, os assistentes virtuais representam um passo essencial na personalização do consumo por conectarem todas as frentes de informações já disponíveis do padrão de consumo com as respostas para necessidades reais dos clientes
Novas frentes do consumo
Ao ser questionado por John Furner, Presidente e CEO do Walmart nos Estados Unidos, com quem dividia o painel, Pichai explicou que vê uma transformação rápida no comércio mundial nos últimos anos.

“Ao mesmo passo em que o varejo mostra um padrão de similaridades ao evoluir, diversas mudanças de consumo foram drásticas e rápidas nos últimos anos. Estar conectado em um evento como a NRF é uma oportunidade de continuar impulsionando a inovação nas empresas do varejo”, conclui.
Para ele, a inovação precisa fazer parte da cultura das empresas e celebrar os esforços que dão resultado.
“Algumas apostas tecnológicas ainda vão demorar 20 anos para estarem operacionais, mas é preciso estar de olho nelas mesmo assim para não perder oportunidades e acompanhar o desenvolvimento contínuo do varejo”, finaliza.