“A IA pode ajudar em cada etapa: descoberta e decisão.”
— Sundar Pichai
“Nosso propósito — ajudar as pessoas a economizarem dinheiro para que possam viver melhor — também significa ajudá-las a economizar tempo.”
— John Furner
Essas frases ditas no palco principal da NRF 2026 não são apenas declarações. São um sinal claro de que a tecnologia mais transformadora da nossa era chegou ao varejo para reforçar o que sempre importou.
Mais do que prever o futuro, a inteligência artificial (IA) está sendo usada para resolver desafios históricos do comércio: ganhar tempo, facilitar decisões e construir confiança.

IA no varejo: não é sobre encantamento, é sobre valor real
A adoção da IA generativa vem acompanhada de uma mudança prática: a simplificação radical da jornada de compra.
Antes: múltiplas buscas, cliques, formulários e fricções.
Agora: uma conversa com um agente inteligente pode entender a necessidade, recomendar produtos, aplicar descontos, ativar o programa de fidelidade e finalizar a compra.
É a experiência de compra fluida, natural e personalizada — feita para poupar o bem mais escasso do consumidor: o tempo.
A escala da mudança em números:
- O Google processou mais de 90 trilhões de tokens via API em dezembro de 2025 — um aumento de 11x em um ano.
- O app Gemini já soma 650 milhões de usuários mensais.
- A parceria com o Walmart alcançará 40 milhões de consumidores com entregas em até 20 minutos em 270 localidades dos EUA.
- O recém-lançado Universal Commerce Protocol (UCP) foi criado com Shopify, Target, Etsy, entre outros, para garantir experiências integradas e respeitosas à identidade de cada marca.
IA leva até o clique. Mas é depois dele que se ganha a confiança.
Essa palestra deixou um ponto essencial: a IA revoluciona a descoberta e a decisão, mas a experiência final ainda depende de execução.
- Personalização real só se comprova na entrega.
- Fidelização depende da consistência na jornada.
- A conveniência precisa ser percebida — não apenas prometida.
E é isso que diferencia marcas que vendem com propósito e excelência, mesmo em um mundo dominado por plataformas e marketplaces.
Conclusão
A IA é o novo cérebro do varejo.
Mas os fundamentos — tempo, confiança e conveniência — continuam sendo o que move a escolha do consumidor.
Tecnologia muda.
O que importa, permanece.