O comércio eletrônico brasileiro segue em expansão acelerada, registrando um crescimento de 21% nas transações online em 2025 na comparação com o ano anterior. Os dados, divulgados pela Getnet, fintech de meios de pagamento do grupo Santander, apontam que o grande catalisador desse avanço foi o link de pagamento, cujas transações saltaram 38% no período.

A ferramenta consolidou-se como um recurso estratégico para micro e pequenos empreendedores, permitindo a digitalização das vendas sem a necessidade de estruturas complexas de e-commerce. Ao facilitar transações diretas via redes sociais, aplicativos de mensagens e e-mail, o link de pagamento democratizou o acesso ao varejo digital e atendeu à demanda do consumidor por jornadas de compra mais ágeis e personalizadas.
Performance setorial
A análise por segmentos mostra que a digitalização avançou de forma heterogênea, com a hotelaria liderando os ganhos. Confira os setores que mais cresceram no faturamento online em 2025:
- Hotelaria e Moradia: alta de 42%;
- Vestuário: alta de 39%;
- Saúde: alta de 31%;
- Automotivo: alta de 27%;
- Cosméticos: alta de 20%.
Para Rafael Barbosa, head de Estratégia da Getnet, o desempenho positivo desses nichos reflete uma mudança de comportamento onde a conveniência é prioridade. No setor automotivo e de saúde, por exemplo, o crescimento sinaliza que serviços tradicionalmente físicos estão migrando com força para o ambiente digital por meio de agendamentos e vendas de peças e insumos.
Projeções e o futuro do e-commerce até 2030
A expectativa para os próximos anos é de otimismo sustentado. A Getnet projeta que o comércio eletrônico no Brasil mantenha um ritmo de crescimento médio de 17% ao ano até 2030. Esse avanço deve ser sustentado pela integração cada vez mais profunda entre inteligência de dados, novas tecnologias de pagamento e a melhoria na experiência do usuário.
“Além do varejo tradicional, os micro e pequenos empreendedores também estão contribuindo fortemente com o crescimento das vendas online”, ressalta Barbosa. A tendência aponta para um cenário onde a venda direta e o comércio conversacional (via chat) deixam de ser canais alternativos para se tornarem pilares centrais da estratégia de faturamento das empresas de todos os portes.