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Redes sociais concentram 77% dos golpes digitais, mostra Serasa Experian

Por: Amanda Lucio

Jornalista e Repórter do E-Commerce Brasil

A Serasa Experian identificou 37.845 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos ao longo de 2025 que imitavam marcas e comunicações legítimas para aplicar golpes. Do total de ameaças mapeadas, 77% tiveram origem em plataformas de redes sociais.

Smartphone com redes sociais Facebook,Instagram, Threads, X, Linkedin, TikTok e YouTube
(Imagem: Panos Sakalakis/Unsplash)

Segundo a empresa, 98% dos conteúdos fraudulentos foram removidos. A mediana entre a detecção e a derrubada foi de quatro dias, o que significa que, em metade dos casos, a exclusão ocorreu nesse intervalo.

Monitoramento contínuo e resposta rápida

De acordo com Rodrigo Sanchez, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da companhia, o combate a golpes digitais depende de velocidade na resposta, já que fraudadores mantêm um ciclo constante de testes e republicações.

A empresa informou que mantém uma estrutura dedicada ao monitoramento de plataformas digitais e à remoção de conteúdos maliciosos. Ao longo do ano, foram identificadas entre 3 mil e 4 mil ameaças por mês.

O levantamento aponta que a dinâmica de impulsionamento e compartilhamento nas redes sociais amplia o alcance dos golpes, concentrando a maior parte das ocorrências nesses ambientes.

Anúncios e perfis falsos lideram

Entre as ameaças detectadas em 2025, 56% estavam relacionadas a anúncios fraudulentos. Perfis falsos representaram 32% dos casos e, em muitos episódios, funcionaram como ponto de redirecionamento para páginas, formulários ou aplicativos maliciosos.

A empresa reforça que, além da remoção de conteúdos, é necessário combinar inteligência de dados, sinais digitais e monitoramento contínuo para reduzir a reincidência das fraudes, especialmente em plataformas onde o conteúdo pode ser recriado rapidamente com pequenas alterações.