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Converse reduz quadro corporativo e reestrutura modelo operacional

Por: Alice Lopes

Jornalista no E-Commerce Brasil

Jornalista e redatora no portal E-Commerce Brasil em constante busca pelas melhores histórias.

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A Converse, marca controlada pela Nike, iniciou um processo de reestruturação profunda em suas operações corporativas. Segundo fontes familiarizadas com o assunto, a empresa está reduzindo seu quadro de funcionários para alinhar seu modelo de negócios à estratégia global da gigante de artigos esportivos. O movimento faz parte de um esforço maior da Nike para recuperar fôlego no mercado e otimizar lucros.

Converse
(Imagem: reprodução)

Os funcionários da marca foram orientados a trabalhar remotamente nesta semana enquanto as mudanças são implementadas. A reestruturação envolve não apenas a eliminação de postos de trabalho, mas também a alteração de escopo e estrutura hierárquica de quase todos os cargos corporativos da Converse. O objetivo é criar novas funções e realocar talentos para áreas consideradas prioritárias para o crescimento das vendas.

Foco em modalidades esportivas e eficiência

Seguindo os passos da empresa-mãe, a Converse passará a operar com equipes multifuncionais divididas por categorias específicas, como basquete, vestuário, energia e roupas esportivas (lifestyle). Essa mudança estrutural busca maior agilidade na resposta às demandas dos consumidores e uma integração mais eficiente com os processos globais da Nike.

Sob a gestão do CEO Elliott Hill, a Nike tem intensificado os cortes de custos e a automação para enfrentar a perda de participação de mercado para concorrentes emergentes. Em janeiro, a companhia já havia demitido 775 funcionários em suas unidades de distribuição. Na Converse, os cortes atuais somam-se a uma rodada de reduções iniciada ainda em maio de 2024, reforçando a diretriz de austeridade da controladora.

Contexto de mercado e novos rumos

A reestruturação ocorre em um momento crítico, onde a Nike tenta simplificar sua estrutura para investir mais em inovação e marketing direto ao consumidor. Para a Converse, o desafio será manter sua identidade cultural única enquanto se adapta aos processos mais rígidos e focados em performance da marca principal.

A expectativa é que o novo modelo operacional permita à Converse ser mais assertiva em lançamentos e colaborações, áreas onde a marca historicamente possui grande força, mas que exigem uma estrutura logística e corporativa extremamente enxuta para garantir rentabilidade em um cenário global de consumo volátil.