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IA e dados: como vencer a Black Friday sem entrar na guerra de preços?

Por: Redação E-Commerce Brasil

Equipe de jornalismo E-Commerce Brasil

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Enquanto a maioria dos varejistas se prepara para a Black Friday apostando em descontos agressivos, um dado traz uma outra visão estratégica que pode abrir novas possibilidades para as marcas. Segundo a SAP Emarsys, 27% dos consumidores escolhem onde comprar por critérios éticos, e outros 20% são movidos por conexão emocional com as marcas que estão em alta. O preço sozinho deixou de ser o fator decisivo.

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(Imagem: divulgação/SAP)

A mudança é significativa e outros dados da SAP reforçam esse momento. Estudos apontam que 68% dos consumidores ainda mantêm fidelidade a determinadas marcas, mas desde que seja sob novas regras e condições. A confiança foi do racional para o cultural, e o que importa agora é se a marca entende o momento, representa seus valores e entrega experiência.

Outro ponto que chama a atenção é um grupo que se tornou ainda mais exigente. São os 14% classificados como “trend loyal”, que só permanecem fiéis enquanto a marca se mantém atualizada sobre o que está acontecendo no mundo e na internet.

Um comportamento como esse acaba criando um dilema para as marcas. Como antecipar o que o consumidor quer se ele mesmo está em constante mudança? A resposta para essa pergunta está justamente na combinação de Inteligência Artificial e análise de dados em tempo real, caminhos tecnológicos que transformam sinais dispersos em decisões concretas.

Da intuição à previsão: o novo papel da tecnologia

A SAP vem estruturando essa transformação por meio de plataformas que integram dados de vendas, navegação, histórico de compras e engajamento em redes sociais. O resultado é uma visão unificada do cliente, que permite agir no momento certo, com a mensagem correta e no canal pensado para esse tipo de interação.

Na prática, isso significa identificar que buscas por “moda sustentável” cresceram 340% em 72 horas e direcionar campanhas para esse público antes que a concorrência perceba. Outro exemplo é detectar que consumidores de eletrônicos, categoria que concentra 54% da lealdade segundo a SAP Emarsys, estão abandonando carrinhos em dispositivos móveis. A partir dessas informações, é possível ajustar a experiência de checkout.

Não se trata de reagir, mas de antecipar os problemas. A diferença entre essas duas abordagens pode abrir caminho para gerar ainda mais receita durante a Black Friday.

Personalizar em escala para crescer constantemente

Um dos maiores desafios do varejo moderno é equilibrar volume e relevância. Como falar com milhões de pessoas sem perder a capacidade de personalizar? Soluções com base em IA e alimentada por dados resolvem esse desafio ao segmentar audiências com precisão e entregar experiências individualizadas em larga escala.

Isso inclui desde ajustes dinâmicos de preço, com base em comportamento de navegação e histórico de compras, até recomendações de produtos que antecipam necessidades. Quando 63% dos consumidores compram frequentemente das mesmas marcas, a capacidade de surpreendê-los com algo novo, mas ainda assim relevante, passa a ser o verdadeiro diferencial em um mercado extremamente competitivo.

A Black Friday deixa de ser apenas uma data promocional e se transforma em um laboratório de inteligência, quando varejistas testam hipóteses em tempo real, medem impactos imediatos e ajustam rotas com agilidade. Quem vence não é quem fala mais alto ou aparece mais. Na verdade, é quem passa a escutar melhor e traduzir o que ouviu em ação estratégica.

Este ano, a Black Friday chega em um cenário ainda mais competitivo. Consumidores estão mais informados, plataformas digitais mais saturadas e a atenção cada vez mais disputada. Nesse contexto, a tecnologia deixa de ser um diferencial para se tornar requisito básico.

As marcas que crescem são aquelas que constroem decisões sobre dados, não sobre achismos e entendem as tendências não como ruídos passageiros, mas como sinais de transformação real no comportamento de compra. Isso acontece quando utilizam a Inteligência Artificial não como uma promessa futurista, mas como ferramenta cotidiana de execução.

Plataformas integradas que conectam dados e geram insights acionáveis já permitem que empresas de todos os portes compitam com inteligência, velocidade e precisão. No final, o que separa marcas comuns das que vão se destacar no mercado não é o tamanho do orçamento de mídia, mas a sua capacidade e inteligência de transformar informação em resultado.