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Liderança positiva: Bianca Andrade fala sobre criar um ambiente digital mais saudável

Por: Júlia Rondinelli

Editora-chefe da redação do E-Commerce Brasil

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero e especialização em arte, literatura e filosofia pela PUC-RS. Atua no mercado de <nowrap>e-commerce</nowrap> desde 2018 com produção técnica de conteúdo e fomento à educação profissional do setor. Além do portal, é editora-chefe da revista E-Commerce Brasil.

Bianca Andrade, inlfuenciadora digital e criadora da marca Boca Rosa Beauty, falou durante o Web Summit 2023 sobre a construção de uma influência positiva e responsável. Entrevistada pela editora-chefe da Vogue Brasil, Paula Merlo, ela explicou que é fácil para marcas e influenciadores se perderem na ideia de uma positividade tóxica, em que a influencia reflete objetivos impossíveis de alcançar e prejudica não só a saúde mental dos usuários (seguidores) como também dos influenciadores que assumem esse papel.

Bianca Andrade e Paula Merlo no palco do Web Summit 2023/Imagam: divulgação

“Aprendi a não ser uma pessoa tóxica sendo também público”, explica Andrade. Ao se colocar no lugar de usuário e não só de produtora de conteúdo, a influenciadora diz que a priodade das suas estratégias digitai é gerir as redes de acordo com o humor que o conteúdo inspira para não se deixar influenciar por tendências ou comportamentos tóxicos online.

Ela deu alguns exemplos, como padrões de vida ou comportamento inalcançáveis, mas também pequenas ações de criadores que parecem inofensivas, mas podem refletir um cenário muito idealizado e distante da maioria das pessoas.

O que estamos criando aqui?

Questionada sobre o trabalho que os influenciadores estão deixando para as próximas gerações, Bianca respondeu que, como mãe, se preocupa cada vez mais com os poderes e os perigos do ambiente digital.

“A experiência de ser mãe me fez questionar a internet com mais frequência e o que eu quero é uma internet mais democrática, com valores maiores que os números”, ela explica. Isso envolve tirar tempo fora do universo digital e trabalhar de forma positiva, segura e responsável sobre o que é debatido nas redes sociais.

“Responsabilidade com o meio social, pois ao passarmos a atuar no digital, nossos valores já precisam fazer parte do comportamento e da ética de trabalho de cada profissional”. O que envolve, na opinião da empresária, tom de voz e valores expressados pelas marcas: “se minha marca tivesse uma voz, o que ela falaria?”

O que estamos devolvendo para a sociedade?

Bianca morou na Comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, até os 20 anos. Aos 28, ela acredita que às vezes faz muito tempo e às vezes faz pouco que ela era como qualquer outra garota da comunidade, precisando de um incentivo para empreender e fazer diferença online. Por isso, hoje ela pensa nas diversas “Biancas” do Rio de Janeiro e do Brasil que também sonham em empreender como forma de sobreviver e também ter novas oportunidades na vida.

Pensando nisso, ela criou um projeto social de fomento ao empreendedorismo na comunidade em que foi criada com aulas sobre empreendedorismo, liderança, negócios e finanças. A empresária falou também sobre projetos de patrocínio da marca Boca Rosa Beauty para o time de volei feminino do Corinthians, como uma forma de incentivar o esporte entre meninas e mulheres.

Por fim, ela entende que a influencia positiva e resposável tem um impacto direto nos seguidores, algo que deveria ser levado em consideração pelas empresas, e também sobre outros influenciadores, que, inspirados por ela, também passaram a investir em patrocínios e projetos de fomento social, como os dela.