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IA ganha papel central em vendas, marketing e gestão em 2026

Por: Lucas Kina

Jornalista e produtor de Podcasts no E-Commerce Brasil

A inteligência artificial (IA) deve aprofundar seu papel nas rotinas corporativas em 2026, influenciando desde a gestão de pessoas até estratégias de vendas, marketing e uso de dados. A avaliação é da Pipedrive, que reuniu suas principais previsões para o próximo ano.

IA ganha papel central em vendas, marketing e gestão em 2026
(Imagem: Envato)

As análises indicam que a IA deixará de atuar apenas como ferramenta de automação e passará a ocupar uma posição mais estratégica nas empresas, com impacto direto sobre produtividade, bem-estar e desempenho. A tendência é que métrica tradicionais, como horas trabalhadas, percam relevância, dando lugar a indicadores ligados a impacto, resultados e eficiência operacional.

Veja as tendências e insights para este ano, segundo a Pipedrive:

O que esperar de 2026?

Produtividade medida por impacto, não tempo

Segundo a Pipedrive, os ambientes de trabalho mais bem-sucedidos serão aqueles capazes de equilibrar autonomia dos profissionais com suporte tecnológico baseado em IA. A produtividade tende a ser redefinida, com foco no impacto gerado, e não no tempo dedicado às atividades.

Levantamentos internos da empresa mostram que uma parcela relevante dos usuários atuais de IA não planeja ampliar sua adoção. Ainda assim, equipes que operam em modelos híbridos, combinando trabalho humano e uso consistente da tecnologia, apresentaram recuperação mais sólida e ganhos de performance.

Para a companhia, o avanço tecnológico precisa caminhar em paralelo à valorização do fator humano.

Marketing de qualidade e estratégico

No marketing, a expectativa é de um movimento de consolidação em torno da qualidade. A Pipedrive avalia que o diferencial competitivo para pequenos e médios empreendedores (PMEs) estará menos no volume de ações e mais na clareza de posicionamento, no entendimento profundo do público-alvo e na consistência das mensagens.

Dados da empresa indicam que três em cada quatro gestores de marketing já utilizam IA em suas rotinas. A tendência, porém, é que as equipes mais eficientes adotem modelos híbridos, nos quais a tecnologia assume tarefas repetitivas e analíticas, enquanto os profissionais concentram esforços em atividades estratégicas, criativas e relacionadas à construção de relacionamento com o consumidor.

IA como co-pilota em vendas e operações

A área comercial deve sentir de forma mais direta os efeitos dessa integração. Para a Pipedrive, o uso de IA neste ano será menos sobre o volume de automações e mais sobre a aplicação criteriosa da tecnologia nas operações diárias.

Entre os usos esperados estão:

  • Envio automático de follow-ups personalizados;
  • Priorização de leads com base na probabilidade de conversão;
  • Atualização de dados no CRM sem necessidade de ação manual.

Nesse contexto, a liderança em tecnologia deverá se concentrar na gestão da relação entre humanos e sistemas automatizados, buscando equilíbrio entre velocidade, controle e bom senso.

Vendas mais enxutas e orientadas por dados

A Pipedrive projeta que equipes comerciais de pequeno porte passem a adotar estruturas mais simples e eficientes, deixando de lado plataformas excessivamente complexas. A IA tende a ganhar espaço principalmente ao eliminar tarefas administrativas e oferecer insights de forma proativa, sem que o vendedor precise buscá-los.

A empresa destaca, no entanto, que a adoção da tecnologia exige cautela, especialmente em áreas como atendimento ao cliente. Embora o uso de IA nesse segmento esteja crescendo, o impacto sobre a experiência do consumidor ainda é desigual e depende de uma estratégia de CX bem definida.

Consolidação de plataformas e maturidade analítica

Outro movimento esperado é a consolidação de soluções de Go To Market, com o surgimento de plataformas mais integradas que reúnam dados, vendas e marketing em um único ecossistema. Na avaliação da Pipedrive, o mercado está maduro para esse processo, e as empresas mais ágeis terão vantagem competitiva.

Nesse cenário, o domínio de dados deixa de ser um diferencial e passa a ser um requisito. A expectativa é que vendedores e líderes desenvolvam maior fluência analítica, utilizando informações de forma mais estratégica para orientar decisões e impulsionar resultados.