O setor de franquias no Brasil encerrou 2025 com um desempenho robusto, rompendo a barreira simbólica dos R$ 300 bilhões em faturamento. Segundo o relatório anual da Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgado na quarta-feira (4), o setor cresceu 10,5% no ano passado, totalizando R$ 301,7 bilhões. O levantamento aponta que o ecossistema conta agora com 3.297 redes e mais de 202 mil unidades em operação em todo o território nacional.

Além do impacto financeiro, o franchising consolidou seu papel como grande empregador: são 1,76 milhão de empregos diretos, uma alta de 2,5%. Em média, cada nova unidade franqueada aberta no Brasil gera nove postos de trabalho.
Destaques por segmentos
Todos os nichos monitorados pela ABF registraram expansão em 2025. O grande protagonista foi o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar, que liderou o faturamento com R$ 74,3 bilhões e um salto de 14,6%. Outros setores que impulsionaram o índice foram:
- Alimentação (Food Service): R$ 51,8 bilhões (+10,8%).
- Limpeza e Conservação: Destaque de crescimento no 4º trimestre, com alta de 20,4%.
- Serviços e Outros Negócios: R$ 40,5 bilhões (+7,1%).
O saldo de operações também foi amplamente positivo: a taxa de abertura de novas lojas foi de 18%, enquanto o encerramento ficou em apenas 6,4%. Esse indicador reforça a resiliência do modelo de franquias como uma alternativa de menor risco para empreendedores e uma via de expansão eficiente para marcas que desejam crescer sem imobilizar capital próprio.
Projeções e tendências para 2026
Para o próximo ano, a ABF projeta um otimismo sustentado, com previsão de crescimento entre 8% e 10% no faturamento. O desafio para as redes agora é a integração fluida entre o marketing digital e o ponto de venda físico, acompanhando a jornada do consumidor omnichannel.
O planejamento de territorialidade e o suporte operacional aos franqueados serão os diferenciais entre marcas sólidas e expansões desordenadas. Com uma demanda reprimida ainda alta no Brasil, o sistema de franquias deve continuar avançando em velocidade superior à média do varejo tradicional, consolidando-se como um dos motores mais dinâmicos da economia brasileira em 2026.