DHL Express vê forte começo de ano, mas enfrenta desafios pós-Brexit
A DHL Express teve um forte início de ano, embora a capacidade continue limitada devido à pandemia de Covid-19, com ajustes pós-Brexit em andamento, disse o CEO global John Pearson na conferência Reuters Next na quarta-feira (13).
A empresa de logística global, que relatou uma explosão no quarto trimestre, está em "boa forma" para gerenciar a distribuição de vacinas e o que Pearson previu será um boom sustentado no comércio eletrônico.
“Tivemos um início de ano forte”, disse o veterano de 35 anos da empresa. “As coisas estão normais e em movimento.”
O final de 2020 representou um desafio triplo para os provedores de logística, já que o aumento da demanda online no Natal coincidiu com a distribuição da vacina de Covid-19 e um acordo Brexit que gerou novos arranjos alfandegários e papelada.
A DHL Express, parte do Deutsche Post da Alemanha, já forneceu a vacina de Covid-19 a 10 países europeus, bem como a Israel, Bahrein, Chile, Costa Rica, México, Omã e Cingapura.
Manipular a vacina da Pfizer e da BioNTech da Alemanha, que deve ser ultracongelada durante o trânsito, está “bem na nossa casa do leme”, disse Pearson, destacando a experiência da DHL Express em transporte médico.
“A embalagem e o gelo seco protegem as vacinas nessa temperatura por até 10 dias”, explica.
“Dado que nosso tempo de trânsito padrão é entre um e cinco dias, em praticamente qualquer lugar do mundo, há até um buffer de cinco dias antes que qualquer deterioração ocorra.”