O cliente escolhe como prefere comprar
Entrar para o mercado online tornou-se necessidade para muitas lojas físicas. O e-commerce possibilita a divulgação do negócio de maneira bem mais efetiva. Uma loja de pequeno porte pode ser conhecida em seu bairro ou região. Mas poucos consumidores do outro lado da cidade terão conhecimento dela, ou mesmo conhecendo, sentirão a necessidade de atravessar a cidade para comprar um determinado produto. Abranger toda a cidade, principalmente em grandes cidades, é um trabalho árduo, especialmente quando os produtos não são exclusivos, ou a loja não está instalada dentro de um shopping center.
Na web, tanto a loja de bairro quanto a grande rede varejista podem ser facilmente encontradas. A pequena loja deixa de ser restrita àquela região e passa comercializar com todo o País. Cada computador passa a ser uma filial da sua empresa. As lojas virtuais e físicas precisam ser encaradas como um mesmo negócio e não podem ser confundidas com concorrência.
Um incentivador virtual para visitar a loja física é o Four Square, rede social, no qual o cliente faz check in pelo móbile ao chegar em um estabelecimento. Além de colaborar na divulgação do espaço, em muitas lojas o cliente ganha desconto ao comprar algum item.
Mesmo com o avanço da tecnologia, alguns clientes ainda preferem ver o produto de perto, tirar as dúvidas com o vendedor para depois realizar a compra. Antes, o consumidor passava em frente a loja e decidia se queria entrava na hora. Agora ele se desloca propositalmente até o local e já sabe o que procura. Muitos clientes chegam com um papel impresso do site, decididos a comprar, mas ficam receosos enquanto não tocam o aparelho com as mãos. O brasileiro ainda tem a cultura do contato.
Se o consumidor deseja apenas ver o produto, conversar com o vendedor para tirar algumas dúvidas, ele poderá fazer isso em qualquer loja que o ofereça. E um canal importante, que pode ser tornar um grande aliado, ou não, no processo de vendas é o aplicativo de vendas pelo celular. Através da internet, por um dispositivo móvel, o cliente sabe que outra loja, mesmo que em outra cidade, está vendendo o mesmo produto por um preço mais acessível, ou tem maior flexibilidade de pagamento, ou ainda entrega em dois dias, enquanto na loja que conversa com o vendedor, o produto não tem no estoque. Para que isto não aconteça, o comerciante precisa acompanhar rigorosamente os preços do mercado, além de ter produtos disponíveis para pronta entrega, caso contrário, corre o risco de se tornar uma boa central de atendimento para os concorrentes.
Os canais de venda se multiplicaram. E mesmo a loja de bairro já não pode estar presente somente no mundo offline. Na década de 90, o grande desafio dos comerciantes era trazer o cliente para dentro da loja, retê-lo e efetivar a compra. Para isso eram usadas algumas técnicas que passavam por ter vendedores bem treinados, oferecer acessórios de produtos nas vendas, ter um ambiente agradável e servir um bom café. Ainda hoje, essas palavras fazem parte do cotidiano, porém as técnicas utilizadas passaram por rigorosas mudanças. Um bom atendimento acompanhado de um café já não basta. Trazer o cliente para dentro da loja já não é mais sinal de “meia venda”, como se dizia popularmente.
As estratégias mudaram e as vendas podem ser realizadas por diversos canais, seja na loja física, na web ou no móbile, de acordo com a necessidade e preferência de cada cliente, o importante é nos mantermos atualizados e preparados quando o cliente escolher de qual forma ele deseja comprar.