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Monitoramento aliado à IA sustenta a nova experiência do cliente

Por: Camila Olaechea

Diretora Comercial da SAP Emarsys para a LATAM

Como Diretora Comercial da SAP Emarsys para a LATAM, Camila Olaechea é uma líder com mais de uma década de experiência na SAP. Sua expertise está em guiar grandes marcas na transformação digital, utilizando estratégias de engajamento omnicanal. Camila apoia empresas de diversos setores a conectar dados, inteligência artificial e automação para personalizar a experiência do cliente em escala, resultando em maior retenção, fidelização e crescimento de receita.

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Durante muito tempo, monitorar os indicadores era suficiente para entender o cliente. Na época, esses eram os recursos disponíveis, e os processos funcionavam dessa forma. Porém, as jornadas digitais se aceleraram tanto e ficaram tão fragmentadas que passaram a exigir novos métodos e ferramentas para explicar o comportamento e a relação com as marcas.

Mulher sorrindo enquanto usa o celular em frente a um prédio moderno.
Imagem: SAP.

Hoje, a experiência do cliente depende de algo mais estruturado em que observamos continuamente cada passo da sua jornada ou escolha ao longo dela com o apoio da inteligência artificial para tomar decisões orientadas a dados para adaptar e evoluir a experiência com mais agilidade. Essa mudança reflete o que os consumidores já demonstram na prática.

A Harvard Business Review revela que uma boa experiência torna o cliente cinco vezes mais propenso a recomendar e comprar novamente. Já a PwC reforça que 73% das pessoas consideram a experiência um fator decisivo na escolha de uma marca. No entanto, apenas 49% dizem receber esse nível de qualidade.

A lacuna entre expectativa e entrega é evidente, e a IA reduz essa distância. Os dados recentes publicados pela SAP mostram como o mercado está mudando.

Segundo o Customer Loyalty Index (CLI) de 2025, 50% dos consumidores afirmam que as experiências ainda são impessoais, ao mesmo tempo que 85% dos profissionais de marketing acreditam que a personalização será o grande diferencial competitivo do próximo ano. As marcas têm os dados, mas ainda estão aprendendo a ativá-los com profundidade.

O comportamento em relação à IA no varejo expõe o mesmo padrão:

– 43% dos consumidores já usaram self-checkouts, 76% avaliaram a experiência como positiva;
– 25% dos clientes já usaram chatbots e 51% aprovaram essa prática;
– Apenas 12% falaram com um agente de IA por telefone, mas 52% disseram que a experiência foi boa.

Interações mais complexas envolvendo a tecnologia, como receber comida de robôs (9% de uso/70% de aprovação) ou ser guiado por IA em lojas (5% de uso/64% de aprovação), são pouco utilizadas, mas muito bem avaliadas.

Como a IA transforma o monitoramento em ação

Isso demonstra que, quando a IA funciona, o consumidor reconhece valor imediato. O desafio das empresas é saber como aplicá-la estrategicamente, e isso começa pelo monitoramento.

Recentemente, a SAP Signavio reforçou que mais de ⅔ da fidelidade do cliente vêm da experiência, superando marca e preço combinados. Ou seja, a confiança se constrói quando a operação é fluida, consistente e previsível. Para isso, é fundamental ir além das métricas para detectar anomalias, interpretar sinais e agir antes que qualquer impacto chegue ao cliente.

A inteligência artificial identifica quedas de conversão, fricções em páginas específicas, clusters de usuários frustrados, lentidão em jornadas críticas e desvios de comportamento que, no passado, só seriam percebidos horas depois. O monitoramento deixa de ser reativo e passa a ser interpretativo, contextual e preditivo.

Além disso, a IA fortalece governança e qualidade dos dados, essenciais para personalização de alto nível. Com dados estruturados e integrados, é possível reconhecer padrões de comportamento entre canais físicos e digitais. O impacto aparece diretamente nos resultados.

A importância estratégica da ativação de dados

Pesquisas apontam como ativar dados de forma criativa se tornou indispensável. De acordo com estudos da SAP Emarsys, 85% dos profissionais de marketing afirmam que precisam se adaptar mais rápido do que nunca, e 89% acreditam que a IA será essencial para atrair novos clientes. A personalização deixou de ser diferencial e se tornou expectativa.

Para sustentar essa evolução, é importante as empresas trabalharem com a IA nativa integrada aos fluxos críticos de operação. Plataformas inteligentes permitem monitorar jornadas, detectar gargalos, priorizar demandas e automatizar correções antes que o cliente perceba qualquer impacto.

A jornada não depende só de respostas rápidas, mas de processos que evoluem em tempo real. Enquanto isso, a experiência do cliente é construída com operações capazes de enxergar, prever e agir.

Empresas que estruturarem dados e integrarem IA aos seus processos já estão criando jornadas mais personalizadas e inteligentes. Quem compreender isso e aderir a esse movimento fica um passo à frente em um mercado no qual a percepção do cliente está cada vez mais impulsionando o crescimento.