A atividade de serviços no Brasil começou 2026 com crescimento de 0,3% em janeiro na comparação com dezembro, atingindo novamente o nível mais alto da série histórica. Os dados foram divulgados pelo IBGE.

Na comparação com janeiro do ano anterior, o volume de serviços avançou 3,3%.
Resultado supera expectativas do mercado
O desempenho ficou acima das projeções do mercado. Pesquisa da Reuters apontava expectativa de alta de 0,1% na base mensal e de 2,8% na comparação anual.
Segundo o IBGE, o setor já havia atingido patamar recorde em outubro e novembro de 2025, consolidando a tendência de resiliência da atividade.
Três atividades puxam crescimento
Entre as cinco atividades pesquisadas, três registraram expansão em janeiro.
O segmento de outros serviços liderou o avanço, com crescimento de 3,7%. Em seguida aparecem informação e comunicação, com alta de 1,0%, e transportes, com avanço de 0,4%.
Já os serviços prestados às famílias recuaram 1,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares permaneceram estáveis.
Serviços diversificados impulsionam resultado
De acordo com Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE, o desempenho foi impulsionado por diferentes segmentos.
Entre os destaques estão atividades como agenciamento de espaços de publicidade, serviços de tecnologia da informação, serviços financeiros auxiliares e operações de correio.
Cenário econômico segue no radar
No ano passado, o setor de serviços cresceu 1,8%, segundo dados do Produto Interno Bruto, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido e pelo aumento da renda. Ainda assim, houve desaceleração em relação ao crescimento de 3,8% registrado em 2024.
O cenário econômico segue em atenção, especialmente diante das decisões do Banco Central do Brasil sobre a taxa básica de juros, a Selic. Em janeiro, a autoridade monetária manteve a taxa em 15% e indicou a possibilidade de início de cortes a partir de março.