Vale lembrar que a maior culpa pela morte das empresas de e-commerce é o chargeback. Em uma situação em que esteja desprotegido de soluções de segurança eficazes, toda a responsabilidade é do lojista. Por isso, cada vez mais, o varejo virtual brasileiro percebe a importância de ferramentas que identificam e barram os golpes com cartão de crédito. Esses sistemas utilizam redes neurais e inteligência artificial para detecção de fraudes na loja virtual, ajudando a garantir - e muito - a aprovação dos pedidos. Da mesma forma, é importante que a loja virtual trabalhe com um facilitador de pagamentos com PCI (Payment Card Industry) compliance.
“Até mesmo o comprador ganha com a diminuição da perda no e-commerce com as fraudes. Como o prejuízo para lojistas virtuais torna-se menor, os custos indiretos caem e podem se transformar em preços finais mais atrativos”, explica Marcos Cavagnoli, vice-presidente do Buscapé Company.
De acordo com a e-bit, empresa do Buscapé Company especializada em informações do comércio eletrônico, no ano de 2010, o e-commerce movimentou R$ 14,8 bilhões em vendas de bens de consumo, enquanto que em 2011 o segmento faturou R$ 18,7 bilhões. A previsão para 2012 é R$ 23,4 bilhões.
O estudo da FControl ainda mostra que em níveis mundiais a evolução da fraude online também vem caindo nos últimos anos. Em 2009, a perda com fraudes foi de 1,40% do faturamento total do setor, 1,20% em 2010 e 0,90% em 2011.