A Nvidia apresentou sua nova geração de chips e servidores voltados à inteligência artificial, batizada de Vera Rubin. Segundo a companhia, a plataforma já está em produção total e segue dentro do cronograma para que as primeiras remessas comecem na segunda metade de 2026.

A diretora financeira da Nvidia, Colette Kress, afirmou que a empresa mantém uma visão positiva para os negócios ao longo do ano e confia na capacidade de atender à demanda dos clientes. De acordo com a executiva, a companhia está bem posicionada para levar o Rubin ao mercado no segundo semestre, impulsionada pelo crescimento contínuo da procura por soluções de IA e computação acelerada.
Kress destacou que o aumento da demanda por chips é consequência direta da expansão do uso de inteligência artificial em diferentes setores. Nesse contexto, a Nvidia também anunciou a ampliação de sua parceria com a Siemens, com foco no desenvolvimento de um sistema operacional de IA voltado à indústria.
Mercado chinês no centro das atenções
O anúncio da nova geração de chips foi feito pelo CEO da companhia, Jensen Huang, que ressaltou o forte interesse do mercado chinês pelos processadores avançados de IA H200. Segundo o executivo, a demanda segue elevada, pouco mais de um mês após a decisão do governo dos Estados Unidos de autorizar a venda desses chips para a China.
Durante sessão de perguntas e respostas realizada na Consumer Electronics Show, em Las Vegas, Huang afirmou que a cadeia de suprimentos já foi ativada e que os chips H200 estão em produção. Ele explicou ainda que a empresa trabalha na etapa final do processo de licenciamento junto ao governo norte-americano.
De acordo com o CEO, a Nvidia monitora o mercado a partir dos pedidos de compra efetivos, e não de anúncios ou declarações públicas. Huang lembrou que a liberação para exportação dos H200 já foi sinalizada pelas autoridades e que, após a conclusão dos trâmites operacionais, a expectativa é de retomada do fluxo de encomendas.