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Meta prioriza infraestrutura para IA e corta vagas em realidade virtual

Por: Alice Lopes

Jornalista no E-Commerce Brasil

Jornalista no E-commerce Brasil, graduada pela Universidade Nove de Julho e apaixonada por comunicação.

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A Meta anunciou na última segunda-feira, 12, a criação de uma iniciativa estratégica de alto nível com o objetivo de assegurar a infraestrutura necessária para o avanço de sua inteligência artificial. O movimento foca em garantir o fornecimento de poder computacional em larga escala, essencial para o treinamento e operação dos novos modelos de IA da companhia.

Meta IA
(Imagem: reprodução)

Para liderar essa frente de expansão global, a empresa nomeou Dina Powell McCormick como presidente e vice-presidente. A executiva terá o papel fundamental de estreitar parcerias com governos internacionais para viabilizar o financiamento e a implantação de novos data centers em diferentes mercados.

Refletindo o impacto prático desses investimentos na economia real, a USA Rail Terminals iniciou operações em um novo terminal ferroviário em Monroe, Louisiana. A unidade foi projetada para ampliar a capacidade logística de transbordo entre ferrovias e caminhões, atendendo diretamente às demandas de construção do data center Richland Parish.

Este empreendimento é o maior projeto de data center hyperscale anunciado pela Meta até o momento. A estrutura é considerada peça-chave para sustentar o volume de dados e o processamento exigido pelas tecnologias emergentes da gigante do setor de tecnologia.

No setor de dispositivos vestíveis, a Meta e a EssilorLuxottica estão em discussões avançadas para dobrar a capacidade de produção de óculos inteligentes equipados com inteligência artificial até o encerramento deste ano. A estratégia visa consolidar a liderança da empresa no segmento e antecipar movimentos da concorrência diante da crescente demanda por hardware integrado a assistentes virtuais.

Reestruturação interna e cortes no Reality Labs

Apesar da expansão em infraestrutura e IA, a Meta realiza ajustes em áreas que antes eram prioritárias. A companhia deve reduzir em cerca de 10% o quadro de funcionários da divisão Reality Labs, setor responsável pelo desenvolvimento do metaverso.

A medida indica uma mudança clara na alocação de recursos da organização. Ao enxugar a equipe voltada para a realidade virtual, a Meta direciona seu capital intelectual e financeiro para o desenvolvimento da inteligência artificial de próxima geração, que passou a ser o pilar central da estratégia de crescimento da holding.