Redação E-Commerce Brasil

55% dos lojistas vendem em pelo menos um marketplace no Brasil há mais de 3 meses

Quarta-feira, 09 de setembro de 2020   Tempo de leitura: 6 minutos

A Venda.la, HUB de integração de vendas online em marketplaces, em parceria com o E-Commerce Brasil, realizou uma pesquisa com lojistas no mercado brasileiro e averiguou que 55% deles vendem em algum marketplace atualmente. Nessa porcentagem, estão inclusos os lojistas que fazem esse tipo de venda há mais de três meses.

30,7% dos lojistas responderam que ainda não vendem nessa modalidade, mas que pretendem começar em breve. Além disso, 7,5% (em vermelho) respondeu que começou a vender em marketplaces nos últimos três meses e 6,9% (verde) disseram que ainda não vendem e também não pretendem começar.

Marketplaces mais usados

Dos 189 respondentes, a maior parte alegou que o primeiro marketplace em que investiu (ou investiria, no caso dos lojistas que ainda não vendem por esse canal) é o Mercado Livre, com 48,7% das respostas.

Em seguida, destacam-se: B2W (detentora das Americanas.com. Submarino e Shoptime), com 14,3% das respostas; Amazon, com 5,8%; e Magazine Luiza, com 4,8%.

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Perfil de quem vende

Um dos destaques da pesquisa é que 82% dos lojistas que atuam em marketplace o fazem por meio de apenas um CNPJ para vendas online. 12,2% apenas respondeu usar mais pelo menos 2 para as vendas e uma pequena parcela (de 5,8%) usa mais de 2.

Além disso, 82,5% dos vendedores atua como PJ (Pessoa Jurídica), contra 17,5% que atua como PF (Pessoa Física).

Como vendem

Para 49,7% dos respondentes, as vendas acontecem por meio de apenas um marketplace. 13,8% vendem em pelo menos dois marketplaces de maneira simultânea. No entanto, o destaque é para os lojistas que atuam em vários ao mesmo tempo: 17,5% disseram que vendem em até 5 marketplaces (entre 2 e 5), em contrapartida aos 19% que afirmaram vender em mais de 5 simultâneamente.

Quando questionados sobre a forma como administram as vendas nos marketplaces, 37,6% dos lojistas disseram que usam apenas o painel de controle do próprio marketplace, sem o auxílio de um ERP ou HUB de integração.

Por outro lado, 22,2% afirmaram usar um ERP e apenas 7,9% utilizam um HUB (de maneira individual). Porém, 18,5% afirmaram usar os dois tipos de ferramenta de maneira combinada. Já 13,8% preferem usar a própria plataforma de e-commerce para realizar a gestão.

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Desafios do marketplace

Para 63% dos lojistas, o maior desafio enfrentado ao tentar crescer no marketplace é aumentar o volume de vendas. Além disso, 49% consideram uma dificuldade integrar o estoque em todos os canais de vendas. Nesta etapa da pesquisa, era possível assinalar até 3 alternativas.

Diminuir o tempo gasto nos processos (39,7%) e diminuir os custos da gestão (37%) também foram apontados como fatores de dificuldade nessa modalidade de vendas.

Por fim, os lojistas consideram difícil também entrar em outros marketplaces (29,6%) e aumentar a produtividade da equipe (14%).

Logística

Questionados especificamente sobre as dificuldades relacionadas à logística, 54% afirmou não encontrar problemas.

No entanto, 21,7% dos lojistas responderam encontrar dificuldade pelo fato de que cada marketplace oferece um serviço de entrega diferenciado. Outros 14,8% afirmaram ainda que atuam em marketplace que não oferecem nenhuma solução logística.

A falta ou pouca opção de entrega de acordo com a região de atuação também é um problema para 12,2% dos respondentes.

Estoque

Com relação ao controle de estoque, 55,6% responderam que não encontram problemas neste quesito. Em contrapartida, outros 20,6% não consegue unificar o estoque para todos os marketplaces em que atua.

13% afirmou ter dificuldades de unificar o estoque do marketplace com as lojas físicas. Ademais, 11% disseram não conseguir unificar os produtos de dropshipping.

Leia também: Varejo moderno tem crescimento de 13,6% no primeiro semestre de 2020, mostra Nielsen.

Notas fiscais

Um dos principais pontos positivos foi mostrar que a maioria dos lojistas (76,2%) não encontram problemas para emitir notas fiscais. Dos que encontram, porém, a principal reclamação está associada a enviar os dados de cada compra para o marketplace (13,2%).

Em adição a isso, os lojistas também apontaram o tempo gasto nesta demanda (7,9%) e a falta de integração do sistema usado com o marketplace (11,1%).

 

Por Júlia Rondinelli, da redação do E-Commerce Brasil.

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