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Integração de dados e o futuro da saúde digital no varejo farma

Por: Alice Lopes

Jornalista no E-Commerce Brasil

Jornalista e redatora no portal E-Commerce Brasil em constante busca pelas melhores histórias.

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O avanço da saúde digital no Brasil atinge um ritmo acelerado, com um crescimento médio de 35% ao ano. Esse movimento não ocorre de forma gradual, mas em saltos que exigem adaptação imediata de todos os atores: médicos, farmácias, operadoras de saúde e governo. O grande desafio para 2026 é a consolidação da visão 360 do paciente. Durante painel na Conferência Saúde e Farma, Rodolfo Chung (CEO da Memed) e Giovanna Bordon (Superintendente Geral da Docway/SulAmérica) foram enfáticos: o setor ainda opera de forma atrasada por falta de integração.

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(Imagem: Freepik)

Atualmente, a fragmentação das informações ainda trava a eficiência do sistema. Uma jornada de saúde linear e completa permitiria processos muito mais otimizados. Sem a integração de dados, o atendimento perde o contexto histórico necessário para diagnósticos precisos e tratamentos personalizados. A digitalização, portanto, surge não apenas para modernizar processos, mas para conferir autonomia ao paciente, permitindo que ele gerencie sua saúde e acesse serviços de qualquer localidade.

Segurança de dados e a relação entre o físico e o digital

Um ponto central na evolução deste mercado é a distinção entre ferramentas de comunicação e plataformas de saúde. Enquanto aplicativos de mensagem como o WhatsApp facilitam o contato, a telemedicina exige ambientes seguros e dedicados. Isso ocorre porque o atendimento clínico lida com informações pessoais sensíveis e exames que não podem ser compartilhados em redes abertas, demandando rigor técnico e conformidade com as normas de proteção de dados.

No cenário atual, o digital e o físico consolidam-se como canais estritamente complementares. O ambiente virtual nunca substituirá o presencial, mas oferece ganhos estratégicos em acessibilidade e detecção precoce de doenças. O físico, por sua vez, permanece indispensável para procedimentos e intervenções complexas. A meta para o varejo e para os serviços de saúde em 2026 é conectar esses múltiplos eventos e atores em um ecossistema fluido, onde a tecnologia elimine as barreiras entre o diagnóstico e a jornada de tratamento.