A gigante sueca H&M consolidou sua confiança no mercado brasileiro ao anunciar a ampliação de seu plano de expansão para 2026. Segundo o relatório anual da companhia, o cronograma para este ano prevê a abertura de sete novas unidades físicas no país. Além dos cinco endereços que já haviam sido mapeados no último ano, a varejista confirmou a contratação de dois novos pontos de venda em locais que ainda serão divulgados.

A trajetória da marca no Brasil começou em agosto de 2025, com uma estratégia multicanal que envolveu a inauguração da loja conceito no Shopping Iguatemi São Paulo e o lançamento simultâneo de seu e-commerce oficial. Desde então, a rede expandiu para pontos estratégicos como os shoppings Anália Franco, Morumbi e Parque Dom Pedro, em Campinas, consolidando sua presença inicial no estado paulista.
Presença regional e avanço global
Para o ciclo de 2026, a H&M já confirmou o desembarque em novas praças. O Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul receberão duas lojas cada, enquanto Sorocaba, no interior paulista, terá uma unidade própria. As outras duas operações recém-anunciadas reforçam a meta da companhia de escalar sua capilaridade logística e comercial no território brasileiro de forma acelerada.
No cenário internacional, o grupo também mantém um ritmo forte de crescimento. O Paraguai será o novo mercado da marca na América Latina este ano, acompanhado pela estreia em Malta, por meio de franquia, e pelo início das operações digitais na Ucrânia ainda no primeiro trimestre.
Resultado financeiro
O balanço de 2025 revelou a solidez financeira do grupo, com vendas líquidas atingindo 228.285 milhões de coroas suecas e uma margem bruta de 53,4%. O lucro operacional também apresentou evolução, alcançando uma margem de 8,1%, o que demonstra a eficiência da empresa em equilibrar expansão física com rentabilidade.
Aliado ao crescimento econômico, a H&M reforçou seu compromisso com a agenda ESG. O grupo registrou uma redução de aproximadamente 30% nas emissões de gases de efeito estufa (escopo 3) em comparação a 2019, com a meta ambiciosa de atingir 56% de redução até 2030.
Esses esforços garantiram à marca a classificação A do CDP em clima e água, além do reconhecimento em relatórios de transparência como o Fashion Scorecard da Stand.earth. Para a H&M, a liderança no varejo de moda em 2026 depende diretamente da integração entre a agilidade operacional do fast-fashion e o rigor nas metas de sustentabilidade social e ambiental.