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Geração Y: 79% dos Millennials brasileiros acreditam que o Brasil é influente no cenário global.

Por: Vivianne Vilela

Diretora de Conteúdo do E-Commerce Brasil

Vivianne Vilela atua como Diretora de Conteúdo, do E-Commerce Brasil há mais de 11 anos. É responsável pela curadoria dos eventos, dentre eles o Fórum E-Commerce Brasil (maior evento de <nowrap>e-commerce</nowrap> das Américas). Passou mais de 7 anos trabalhando em projetos nacionais para promover a inclusão, transformação e expansão no uso da tecnologia dos pequenos negócios no Brasil pelo Sebrae Nacional.

O levantamento conhecido como “8095® 2.0”, realizado em 11 países, incluindo o Brasil, foi divulgado esta semana com o objetivo de conhecer as ambições e crenças da geração Y, os Millennials nascidos entre 1980 e 1995. A ideia era entender como tem mudado o papel das marcas na vida dos Millennials e como as mudanças culturais, como a recessão global, estão afetando seus comportamentos.

“O ‘8095® 2.0’ nos mostrou que é hora dos profissionais de propaganda e marketing atualizarem suas percepções sobre essa geração, conforme ela cresce” explica Alex Abraham, diretor do Grupo de Insights 8095 na Edelman, enfatizando que “em 2013, o mais antigo desta geração terá 33 anos – muitos deles são agora os pais, têm carreiras e possuem um alto poder de compra e influência no mundo de hoje.”

Ao todo foram realizadas 4.000 entrevistas com os Millennials, com o objetivo inclusive de atualizar os últimos dados, que eram de 2010. “Ao comparar as informações de 2010 com as da pesquisa atual,  identificamos uma clara mudança na maneira com os Millennials percebem suas vidas e futuro – enquanto ela é ainda idealista e otimista, há uma nova variável: o realismo”, diz Abraham.

Os Millenials querem se engajar

Eles estão abertos a conhecer e se engajar pelas marcas. Suas preferências de compra, por exemplo, estão diretamente ligadas a fatores comportamentais das empresas. Uma prova disso é que 49% deles querem participar da criação de produtos e serviços de modo colaborativo, enquanto 48% querem interações em tempo real nas mídias sociais.

Os Millennials brasileiros, por sua vez, gostariam que as marcas fossem além da venda de produtos e serviços, e intensificassem seus laços junto a eles. 84% desejariam ajuda financeira das empresas para bolsas de estudos, e 78% gostariam de ter nas marcas parceiras a opção para novas experiências de vida, como viagens ou cursos. Com relação ao patrocínio de eventos de entretenimento, 39% esperam que as marcas se envolvam com isto

Alguns destaques

– Os brasileiros estão mais confiantes: 79% dos Millennials brasileiros acreditam que o Brasil é influente no cenário global. A média dos países pesquisados é de 75%, e o Brasil ficou à frente de países como: Reino Unido, Canadá, França e Austrália. Por outro lado, o mercado de trabalho é uma fonte de preocupação  e estimulou o aparecimento de empreendedores.

No mundo, 48% dos Millennials afirmam que possuir seu próprio negócio é um de seus maiores objetivos de vida, destaque aqui para os números da Turquia, com 76%, e Brasil 65%,  superiores à média mundial.

– Poder de influência: 74% dos respondentes acreditam que podem influenciar na decisão de compra de pessoas de sua geração e de outras, e 7 em cada 10 consideram que é responsabilidade deles compartilhar informações com as marcas sobre boas ou más experiências que tiveram com elas. Essa média no Brasil  foi de 72%.

De acordo com o World Fact Book, há mais de 1 bilhão de Millennials ao redor do mundo, e a idade média da população mundial é de 28 anos, contemplada pela Geração Y. Ou seja, esta é a primeira geração a crescer na era digital e consequentemente, um grupo que tem a informação ao seu alcance e espera abertura para dialogar com suas marcas preferidas.

“Os profissionais de marketing precisam se esforçar mais para fortalecer as marcas junto a este grupo. É preciso aplicar um novo nível de transparência, autenticidade e propósito para o trabalho que fazemos”, diz Abraham, acrescentando que se isso for possível e feito da maneira correta, “vamos descobrir na geração Y um grupo de defensores ativos da marca e de parceiros “, conclui.

 

[via No Varejo]