Em meio à pandemia, e-commerce tem salto de até 89% na Ibovespa
As ações de empresas com grande exposição ao e-commerce engataram uma forte trajetória de recuperação após o pico de temor no mercado, provocado pela pandemia de coronavírus, e acabaram se tornando “vencedoras” na crise, com os consumidores passando a comprar cada vez mais nos canais online em meio às medidas de isolamento social.
No acumulado de 2020 até o fechamento da última terça-feira (21), as ações das companhias do setor registram ganhos de ao menos 75%, enquanto o Ibovespa tem queda de 9,80% no mesmo período: a B2W é a maior alta do índice no ano, com ganhos acumulados de 89,68%, sendo seguida pela Via Varejo, com salto de 84,60%, enquanto o Magazine Luiza tem alta de 76,73%. A Lojas Americanas , acionista controladora da B2W, em alta de 37,55% em 2020.
Com esse forte desempenho dos papéis, o questionamento que fica é até onde eles podem ir na Bolsa e qual será o futuro do e-commerce passada a pandemia. E, de acordo com visões recentes de diferentes casas de análise, alguns papéis do setor podem ter subido demais – enquanto outros ainda apresentam oportunidades, principalmente por terem um valuation menos esticado.
Apenas nessa semana, Bradesco, XP Investimentos e Safra destacaram possuir recomendação de compra para a Via Varejo, tornando-se um consenso entre as três casas de análise, segundo reportagem do InfoMoney.
O BBI ainda reiterou a recomendação para as ações de Magazine Luiza e da B2W como neutra, permanecendo com recomendação de compra para a Lojas Americanas. Na mesma linha, a XP reduziu Magalu para neutro, permanecendo com as recomendações neutra para B2W e de compra para os ativos da Lojas Americanas.