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Demanda por óculos com IA leva Meta e EssilorLuxottica a estudar expansão

Por: Amanda Lucio

Jornalista e Repórter do E-Commerce Brasil

A Meta e a EssilorLuxottica avaliam ampliar de forma significativa a produção de seus óculos inteligentes com inteligência artificial, segundo reportagem da Bloomberg News. De acordo com fontes ouvidas pela agência, as empresas estudam dobrar a capacidade anual para cerca de 20 milhões de unidades até o fim deste ano, movimento impulsionado pela demanda crescente.

Óculos de armação preta modelo RayBan com tela inteligente ao lado de bracelete
(Imagem: Meta/Reprodução)

O relatório indica ainda que, caso as condições de mercado se mostrem favoráveis, a capacidade poderia ultrapassar 30 milhões de unidades por ano. As fontes destacam, no entanto, que nenhuma decisão foi formalmente tomada até o momento. Procurada, a EssilorLuxottica preferiu não comentar, enquanto a Meta não respondeu imediatamente. A Reuters informou que não conseguiu verificar as informações de forma independente.

A fabricante europeia, responsável pelas armações Ray-Ban e parceira industrial da Meta, estaria próxima de atingir a meta atual de produção de 10 milhões de pares até o final de 2026. Em outubro, a EssilorLuxottica já havia sinalizado que pretendia acelerar a capacidade produtiva para atender à expansão do mercado de óculos inteligentes.

Meta e EssilorLuxottica firmaram parceria em 2019 e lançaram os primeiros óculos inteligentes com a marca Ray-Ban em 2021. Os dispositivos combinam câmeras integradas às lentes, recursos de gravação de foto e vídeo, conexão com aplicativos da Meta e interação com assistente de inteligência artificial, proposta que busca ampliar o uso de wearables além dos smartphones.

Na semana passada, a Meta anunciou a suspensão da expansão internacional dos óculos Ray-Ban Display, citando restrições na cadeia de suprimentos e priorizando o envio de unidades para os Estados Unidos. O possível aumento de capacidade ocorre em paralelo a um momento de ajustes internos: segundo outra reportagem da Bloomberg, a companhia está cortando mais de 1.000 postos de trabalho em sua divisão Reality Labs.

A unidade Reality Labs, responsável por iniciativas de realidade virtual, aumentada e mista, incluindo produtos como os headsets Meta Quest e os óculos inteligentes Ray-Ban Meta, acumulou perdas superiores a US$ 60 bilhões desde 2020, reforçando a pressão por eficiência e escala em projetos considerados estratégicos.