A Vercel é uma grande empresa americana de computação em nuvem. Além de ferramentas proprietárias diferenciadas, a companhia oferece frameworks e infraestrutura para a criação e manutenção de sites.
Foi com esse repertório que Jeanne DeWitt Grosser, COO da Versel, subiu ao palco do Web Summit Lisboa 2025 para demonstrar como a Inteligência Artificial, quando bem elaborada, pode ser um divisor de águas para o e-commerce.

A executiva contou o case de como um único engenheiro da empresa, trabalhando 30% do tempo, treinou um agente de IA capaz de substituir um time de dez SDRs (Sales Development Representative, profissionais de pré-vendas responsáveis por identificar e qualificar leads para o time de vendas) — mantendo conversões e reduzindo pontos de contato pela metade.
O aprendizado central
Um dos pontos que Grosser deixou bem claro em sua palestra foi que apesar da utilidade e efetividade, a IA não substitui pessoas, e sim substitui a repetição e os processos morosos do dia a dia.
Para o e-commerce isso se traduz em:
• Atendimento automatizado que resolve 75% das dúvidas sem intervenção humana;
• Agentes que identificam intenção de compra e segmentam oferta automaticamente;
• Vendedores humanos dedicados a negociações, retenção e fidelização.
Enquanto isso, novos papéis emergem:
• Gerentes de agentes de IA;
• Designers de fluxo conversacional;
• Treinadores de modelos baseados em jornada de compra real.
A moral da história é que a automação libera vendedores para atividades de fechamento e relacionamento, nas quais os humanos ainda são imbatíveis.