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Vendas de material escolar serão realizadas cada vez mais no ambiente digital

Por: Eduardo Esparza

VP General Manager da Tenerity Ibéria e LATAM

Com mais de 20 anos de mercado, Eduardo Esparza atua na aquisição de novos negócios, manutenção de contas, com especial atenção a empresas de e-commerce, ajudando-as a melhorar a retenção de clientes e receita. Gerenciamento, liderança e capacidade de implementação de estratégias comerciais estão entre suas principais habilidades.

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Os itens da tradicional lista de materiais escolares estão deixando de preencher apenas as prateleiras físicas dos bazares e papelarias para ocupar um espaço central nas estratégias do varejo digital. De acordo com o levantamento feito pela Neotrust, empresa de inteligência de dados, o e-commerce desse segmento registrou uma alta expressiva de 77,6% no faturamento em janeiro de 2025, confirmando o protagonismo da categoria no ambiente online.

Notebook com e-commerce de material escolar, itens de papelaria e carrinho de compras.
Imagem gerada por IA.

Conforme o documento, três categorias dominaram a preferência no e-commerce em janeiro. O setor de lancheiras dobrou sua performance com um salto de 103,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto os itens de escrita cresceram 91,1% e as mochilas avançaram 71,1% em vendas online. O resultado evidencia uma busca crescente por produtos personalizados e por modalidades de pagamento mais flexíveis.

Consumidor cada vez mais digital

Para 2026, com base nos indicadores de comportamento do relatório da Neotrust, a tendência de migração para o meio digital deve se manter acentuada, impulsionada por famílias que buscarão amortecer os efeitos da inflação e dos preços elevados praticados em lojas físicas.

A tendência de um cliente cada vez mais digital ganha destaque no relatório “E-Consumidor 2026”. Os dados indicam que 55,3% dos brasileiros já elegem os canais digitais como o ponto de partida preferencial para navegar e descobrir novos produtos. No setor de papelaria, a preferência pela compra online é ainda mais sólida. O estudo revela que mais de 97% do público não utiliza mais o varejo físico de forma exclusiva, o que consolida a busca por materiais na internet.

Retail media e programas de benefícios

Nesse contexto, o varejo precisa oferecer experiências mais fluidas. Para os varejistas que desejam fortalecer as vendas nesta temporada, a estratégia exigirá o uso de ferramentas que unam visibilidade e valor percebido, como o retail media e os programas de benefícios.

O uso do retail media permite que as marcas alcancem o cliente em momentos-chave da jornada de compras, por meio de anúncios que facilitem o preenchimento da lista escolar. Essa ferramenta aumentará a relevância dos produtos de maior valor agregado, como mochilas e estojos, ao apresentá-los como sugestões durante a navegação.

Além disso, os programas de benefícios favorecem os varejistas. Ao ofertar pontos, cashback e outras bonificações, essa ferramenta entrega uma percepção de alívio financeiro imediato para as famílias, o que transforma uma compra muitas vezes pesada em uma oportunidade de economia real. Tais vantagens fortalecem o relacionamento das marcas com os consumidores.

Em síntese, o fortalecimento das operações de e-commerce e a adoção de abordagens de engajamento serão fundamentais para a sustentabilidade dos negócios em 2026. O varejista que unir a precisão do retail media a uma proposta de valor robusta, pautada em benefícios tangíveis, garantirá não apenas o sucesso nas vendas de volta às aulas, mas a viabilidade da sua empresa em um mercado cada vez mais ágil.