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Report Video Commerce Brasil 2025: dados, cases e o futuro do vídeo no e-commerce brasileiro

Por: Raisa Bresolin

COO e Fundadora da Widde

Especialista em Video Commerce. Raísa Bresolin é COO e Fundadora da Widde, a principal empresa de Video Commerce no Brasil. Atua com soluções digitais desde 2016 e hoje em dia oferece mentorias para grupos de lojistas que buscam melhorar a experiência de compra no ecommerce.

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O e-commerce brasileiro vive uma fase de maturidade operacional. A aquisição de tráfego está mais cara e a concorrência, mais sofisticada. Nesse contexto, a discussão deixa de ser apenas sobre gerar mais visitas e passa a ser sobre extrair mais valor de cada sessão. Crescer exige mais eficiência na jornada de compra.

Mulher sentada no chão grava vídeo para a câmera enquanto segura uma caixa de papelão.
Imagem: Freepik.

É dentro dessa lógica que o video commerce vem ganhando protagonismo. Mais do que um recurso estético, a integração de vídeos à jornada de compra passou a ocupar um papel estratégico: reduzir fricções, aumentar confiança e prolongar o tempo de interação do consumidor com o produto. O Report Video Commerce Brasil 2025 reúne dados, cases reais e projeções que ajudam a dimensionar esse movimento.

O alcance do vídeo nas operações digitais brasileiras

Em 2025, mais de 18 milhões de usuários tiveram contato com vídeos integrados a lojas virtuais no e-commerce brasileiro, com mais de 54 milhões de visualizações registradas no período. O dado evidencia que o vídeo já opera em escala relevante dentro da experiência de compra, deixando de ser um teste isolado para se consolidar como parte essencial da jornada do cliente.

Para quem lidera operações de e-commerce, o movimento é estratégico. O vídeo passa a atuar como responsável de qualificação da jornada, aprofundando a interação com a página de produto e aumentando a eficiência da sessão. Entre os dados mais relevantes do estudo está o crescimento de 119,9% no tempo de retenção em sessões com presença de vídeo, um indicador que reforça a relação entre conteúdo audiovisual e profundidade de navegação.

O que as marcas estão resolvendo na prática

Os números ganham mais significado quando observados à luz de quem já está aplicando o video commerce no dia a dia das operações. O Report traz exemplos reais de marcas como John John, Mamô, PA Concept e Maximum Boxing, com desafios em comum que revelam muito sobre o estágio atual do e-commerce brasileiro.

As principais dores que levaram essas empresas ao video commerce foram agregar valor percebido ao produto, aumentar o tempo de retenção nas páginas, mostrar diferenciais que o texto e a foto não conseguem transmitir, reduzir o volume de dúvidas no SAC e, principalmente, mostrar o produto em uso real. Em categorias nas quais o detalhe visual, o caimento, a textura ou a funcionalidade influenciam diretamente a decisão de compra, o vídeo deixa de ser complemento e passa a ser o principal argumento de venda.

Esses cases mostram que o video commerce não é uma solução genérica: ele responde a problemas específicos da operação, com impacto direto nos indicadores que mais importam para quem lidera um e-commerce.

O que vem pela frente

Se os dados de 2025 já mostram escala, as projeções indicam uma transformação ainda mais profunda na forma como o consumidor se relaciona com marcas e produtos.

O avanço do checkout fora do site, impulsionado por movimentos como o Universal Commerce Protocol, reforça uma jornada mais fluida: o consumidor quer contexto e que a finalização da compra aconteça com menos fricção.

Nesse cenário, o vídeo se consolida como a principal camada de descoberta e confiança da jornada. Mais do que levar o usuário até o e-commerce, o desafio passa a ser guiar a decisão onde quer que ela aconteça.

As marcas que se anteciparem, estruturando seus e-commerces com vídeos para operar de forma distribuída, estarão mais preparadas para receber os clientes em um ambiente cada vez menos linear.

O que isso significa para quem lidera um e-commerce

Para quem lidera operações de e-commerce, o movimento é estratégico. Será preciso revisar a forma como as PDPs são construídas, como atributos são apresentados e como diferenciais são demonstrados. Em um ambiente competitivo, recursos que ampliam entendimento e reduzem incerteza impactam diretamente indicadores como retenção, taxa de conversão e volume de contatos no SAC.

O Report Video Commerce Brasil 2025 oferece exatamente esse panorama: dados consolidados, cases reais e projeções de mercado para quem quer construir estratégias sustentadas por evidências, e não por intuição. Para empresas e profissionais que buscam evoluir sua atuação no ambiente digital, compreender esses movimentos é parte fundamental da construção de estratégias sustentadas por números.