A redução de tempo e custo de entrega virá com armazéns regionais
Sabemos que os acontecimentos globais do último ano trouxeram novos hábitos de consumo. Além disso, fizeram muita gente que ainda não comprava online passar a adotar esses canais como algo cotidiano. Por outro lado, os que já usavam com frequência tornaram-se mais exigentes em relação a diversos fatores, e o frete é um deles. Prova disso é que um estudo da Baymard Institute revela que 60% dos clientes desistem da compra por causa do custo da entrega.
Outra pesquisa, da Webshoppers, realizada pela consultoria Ebit|Nielsen em conjunto da Bexs Banco, indica que, quanto maior o valor do frete, maior é a taxa de reclamação dos consumidores. Em compras que tiveram fretes acima de R$ 30, por exemplo, há um total de 11,5% de reclamações sobre qualquer aspecto da compra. Já para casos com valores gratuitos ou abaixo dos R$ 5, a taxa de reclamação fica em 8,1%.
Então, sabemos que tanto o valor quanto o tempo de entrega podem ser essenciais para converter uma venda — e para ser escolhido em meio à concorrência, principalmente por um público tão sensível em relação a preço quanto o brasileiro. Portanto, como eu consigo realizar entregas cada vez mais rápidas a um bom preço?
Não existe uma fórmula mágica, mas sabemos dos desafios, em especial em um país com as dimensões do Brasil. A dificuldade no transporte é uma realidade e oferecer uma entrega rápida em todas as regiões do país não é fácil. Em São Paulo e em outras grandes cidades do sul e sudeste há cada vez mais opções e modalidades de transporte. Nesses casos, fretes same e next day já são regras para muitas empresas. Mas é importante levar essa mesma qualidade e possibilidade aos clientes de outros lugares.