O Walmart ultrapassou, nesta terça-feira (3), a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. A situação foi confirmada após uma forte valorização de suas ações impulsionada pela expansão no e-commerce e pela ampliação da base de clientes.

Com o marco, a varejista e rede de supermercados dos EUA passa a integrar um grupo restrito de companhias trilionárias, historicamente dominado por empresas de tecnologia. No último ano, os papéis do Walmart acumularam alta superior a 24% e avançaram mais de 11% desde o início de 2026. No mesmo período, o índice S&P 500 registrou ganhos de cerca de 16% e 2%, respectivamente.
A valorização reflete a estratégia da companhia de acelerar o crescimento da rentabilidade acima do avanço das vendas, com foco em áreas de maior margem, como o marketplace de terceiros e o negócio de publicidade. A evolução da operação online segue trajetória semelhante à de sua principal concorrente, a Amazon.
No mês passado, o Walmart também reforçou suas ambições tecnológicas ao passar a integrar o Nasdaq 100, índice com forte concentração de empresas do setor de tecnologia.
Mudanças internas
O avanço ocorre poucos dias após a posse de John Furner como novo CEO da companhia, em substituição a Doug McMillon. Antes de assumir o comando global, Furner liderava a operação do Walmart nos Estados Unidos e esteve à frente de iniciativas que contribuíram para a expansão recente do grupo, como a retirada de compras e o fortalecimento das marcas próprias.
No terceiro trimestre fiscal de 2026, divulgado em novembro, o Walmart reportou crescimento de 5,8% na receita, impulsionado por um salto de 27% nas vendas de e-commerce e por uma alta de 53% no negócio de publicidade. Para o ano fiscal completo, a empresa projeta avanço entre 4,8% e 5,1% nas vendas.