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Metaverso: marcas de beleza estão migrando do e-commerce para o universo virtual

Por: Giuliano Gonçalves

Jornalista e editor do portal E-Commerce Brasil, possui formação em Produção Multimídia pelo SENAC e especialização em técnicas de SEO. Sua missão é espalhar conteúdos inspiradores.

Se de um lado Disney, Microsoft e Meta têm demitido funcionários em suas divisões do metaverso, o mesmo não ocorre com empresas de beleza e cosméticos. A L’Oréal, por exemplo, realizou seu primeiro investimento de capital de risco no espaço neste mercado. Para tanto, se empenhou na construção da plataforma e do mercado NFT Digital Village como parte de uma rodada de financiamento de US$ 4 milhões.

Mulher cercada por tablets virtuais flutuantes
Em 2022, houve um gasto em produtos em geral no metaverso de cerca de US$ 1 bilhão, segundo a Coresight Research

Outras marcas do setor de beleza e cosméticos estão lançando experiências virtuais para aumentar a notoriedade dos seus produtos entre potenciais novos clientes. Isso porque consumidores já estão comprando (e muito) no metaverso. Em 2022, foi gasto em produtos em geral dentro desse setor cerca de US$ 1 bilhão, de acordo com a Coresight Research — estima-se que até 2027 as vendas mais que dobrarão a cada ano.

Para a PwC, o metaverso representa uma oportunidade potencial entre US$ 8 trilhões a US$ 13 trilhões até 2030, podendo contar com até 5 bilhões de usuários. E, para prosperar no ambiente, segundo o CEO da The Sandbox, focar no engajamento deve ser o objetivo das marcas.

Empresas de beleza que faturam no metaverso

A marca coreana de cuidados com a pele Laneige está entre as últimas a laçar produtos no espaço virtual de beleza e cosméticos. Sua loja virtual permite que os visitantes explorem a marca por meio de um mix de entretenimento digital, vídeos, quizzes e explicações sobre os principais ingredientes do produto. O visitante pode adicionar itens à cesta da loja para comprar direto da marca.

Por trás da loja virtual da Laneige, a empresa de tecnologia Obsess descobriu alguns dados do setor. Entre eles, que os visitantes de uma marca global de bens de consumo passavam dez vezes mais tempo em uma loja no metaverso do que no site de comércio eletrônico tradicional da marca. Além disso, visitantes de uma loja líder de marca de luxo tinham 112% maior probabilidade de fazer uma compra neste ambiente.

A gigante dos cosméticos Shiseido também já se converteu às lojas virtuais e ao metaverso. Seu jogo Nars Color Quest, na plataforma Roblox, atraiu 41,9 milhões de visitantes entre julho e outubro de 2022. Nele, os jogadores podiam interagir para desbloquear habilidades especiais, assim como ganhar distintivos e usar moeda virtual para comprar mercadorias e looks virtuais.

Metaverso x gameficação da beleza

Além da Roblox, a Glossybox espalhou Glossyboxes pelo cenário do metaverso, dando aos consumidores a chance de ganhar um produto físico. De acordo com a empresa, 49% dos participantes acessaram o site após a ação.

A Epic Games, por exemplo, fez parceria com a Revolution Beauty para lançar Revolution Beauty x Fortnite no ambiente do metaverso, marcando a primeira colaboração de beleza da plataforma de jogos.

A linha consiste em 27 produtos, incluindo cosméticos coloridos e cuidados com a pele, inspirados no jogo Fortnite e em seus personagens. Vale lembrar que o Fortnite possui mais de 500 milhões de contas registradas em todo o mundo — que muito provavelmente alimentará a base de clientes da Revolution Beauty.