H&M é banida de plataformas de comércio eletrônico na China
Várias plataformas de comércio eletrônico na China deixaram de mostrar a loja digital da marca de vestuário sueca H&M na quinta-feira (25), meses depois de a empresa ter anunciado a suspensão da utilização do algodão de Xinjiang.
A decisão da marca deveu-se à alegada utilização de trabalho forçado no setor naquela província autônoma do noroeste da China.
De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, as pesquisas da marca sueca nas plataformas JD.com, Taobao, Tmall e Pinduoduo não produziram quaisquer resultados.
Na quarta-feira (24), o Comité Central da Liga Comunista da Juventude chinesa publicou uma mensagem, na rede social Weibo (conhecida como o "Twitter chinês") na qual perguntava: "Querias ganhar dinheiro na China enquanto espalhas boatos para boicotar o algodão de Xinjiang? Querias!".
O texto estava acompanhado pelo comunicado da H&M, na qual a marca afirmava proibir "qualquer tipo de trabalho forçado" na sua cadeia de produção "independentemente do país ou região".
A empresa indicou também que ia pôr fim à relação de trabalho com um fornecedor chinês até que fossem esclarecidas as alegações contidas num relatório, segundo o qual 82 firmas chinesas e estrangeiras tinham beneficiado da deslocalização forçada de membros da minoria uigure.