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Cargos de liderança ocupados por mulheres cresceram 1,1%; estudo prevê paridade no mercado para 2053

Por: Helena Canhoni

Jornalista

Bacharel em Comunicação Social pela ESPM. Experiência em tráfego pago, cobertura de eventos, planejamento de marketing e mídias sociais.

Mulheres trabalhando juntas no escritório
Imagem: reprodução

Segundo estudo recente da Grant Thornton, o número de mulheres em cargos de liderança apresenta um crescimento extremamente lento: atualmente, somente 33,5% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. 

Apesar de representar um avanço significativo em comparação a vinte anos atrás, que possuía uma porcentagem de 19,4%, o aumento comparado a 2022 é mínimo, contabilizando 1,1,%.

O estudo, Women in Business: Pathways to Parity, está em sua vigésima edição e ressalta que sem atenção na busca por igualdade de gênero a paridade entre mulheres e homens em posições de liderança não será atingida antes de 2053. 

Contando com a participação de mais de 5 mil executivas e executivos, tanto de empresas públicas quanto privadas ao redor do mundo de médio e grande porte, as entrevistas foram realizadas em 2023 em diferentes setores da economia. Somente no Brasil , mais de 190 companhias participaram. 

América Latina é destaque de liderança feminina

Segundo as análises, na América Latina existem diferentes ações de incentivo, como a Reforma Trabalhista aprovada pelo Senado brasileiro ou a Lei de Equidade de Gênero na Argentina, que visam contribuir para a igualdade e remuneração justa das mulheres no mercado de trabalho. 

>A pesquisa classificou a Latam como a região com maior presença de mulheres em cargos de alta liderança, com um total de 36%. 

Élica Martins, sócia de Auditoria da Grant Thornton, explica: “há um maior empoderamento feminino para tomar decisões que apoiem suas próprias prioridades pessoais e de carreira. Isso inclui flexibilidade do modelo de trabalho e a aceitação de diferentes padrões e características de liderança que abrem espaço para mulheres atuarem como elas mesmas em seus papéis como líderes”.

Mulheres crescem em cargos de liderança

A Grant ainda detalha que, em função da baixa presença de mulheres em posições de gerência, a chance de uma posição de liderança ser ocupada por uma mulher ainda é pequena. 

“Se uma CEO deixa o cargo por qualquer motivo, as chances de que uma mulher venha a substituí-la é pequena”, declara a executiva. 

A média de mulheres CEOs foi numerosa. Em 2022, 28% das posições ocupadas por executivas. Em 2023, o número abaixou para 19%.