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Black Friday 2023: estudo mostra prejuízo de R$ 7,6 milhões nas 12 primeiras horas

Por: Giuliano Gonçalves

Jornalista do portal E-Commerce Brasil, possui formação em Produção Multimídia pelo SENAC e especialização em técnicas de SEO. Sua missão é espalhar conteúdos inspiradores.

O varejo online brasileiro registrou uma perda de R$ 7,6 milhões em faturamento nas primeiras 12 horas da Black Friday deste ano, mostra estudo da Sofist. Até o momento, a empresa estima um prejuízo 52,5% maior do que na Black Friday de 2022 — quando se registrou pela primeira vez um evento com faturamento menor do que em sua edição anterior.

Um outro estudo da Azion mostra que o número de checkout nos carrinhos de compra no e-commerce brasileiro atingiu cerca de cinco milhões de acessos à meia-noite do dia 24. Além disso, mostrou uma preferência por compras feitas pelo mobile, com uma vantagem de 26,5% se comparado ao desktop,

Prejuízo também nas primeiras 4 horas de Black Friday

Um primeiro relatório da Sofist concluiu que, nas primeiras 4 horas, o evento de promoções não cresceu em número de pedidos, com o varejo online registrando um prejuízo de R$ 4,7 milhões em faturamento no período.

Segundo Grace Libanio, head de negócios da empresa, o prejuízo é resultado da lentidão e instabilidade nos sites. Este ano, 58,7% das lojas de varejo online apresentaram algum tipo de problema (em 2022 foram 58,2%), o que mostra que manter a qualidade dos sites ainda é um desafio para os e-commerces.

Problemas de instabilidade

O monitoramento da pesquisadora indicou que, nessas primeiras 4 horas, os 104 e-commerces analisados tiveram uma média de carregamento de 3,6 segundos. De acordo com o Google, o tempo de carregamento entre 1 e 3 segundos já acarreta em uma taxa de rejeição de
32%.

A loja mais rápida carregou, em média, em 0,4 segundo, enquanto a mais lenta apresentou uma média de 44,4 segundos. Houve, ainda, 7 outras lojas que em algum momento do período permaneceram fora do ar. Uma delas, do setor de cosméticos, ficou 45 minutos fora do ar.

Ainda nessa categoria, outro e-commerce oscilou entre 4s e picos de mais de 12 segundos de carregamento — além de momentos de erros que deixaram o site fora do ar por 6 minutos, no total.