O primeiro mês do ano normalmente é um período em que o varejo consegue respirar com mais calma após a maratona de final de ano. No entanto, para o e-commerce, o calendário comercial não permite pausas tão tranquilas. Com menos de 60 dias para o Dia do Consumidor, em 15 de março, a data representa a época mais importante para o faturamento do setor no primeiro semestre.

Apesar de muitos consumidores enxergarem a data comemorativa como uma “Black Friday fora de época”, o mercado em sua atualidade exige que os lojistas pensem em estratégias para além dos descontos. É primordial que a preparação para esse período esteja focada no pilar que sustentará as vendas digitais: a confiança tecnológica.
Dados recentes do NIQ Expanded Omnishopper US comprovam que 95% dos consumidores afirmam que confiar na marca é fundamental para a decisão de compra. Mais do que promessas sustentáveis (ESG), o consumidor de 2026 quer que os produtos entreguem também benefícios tangíveis que simplifiquem a sua vida.
O sucesso de uma campanha digital não depende apenas do marketing, mas da resiliência da infraestrutura de sites e plataformas de vendas que recebem esse tráfego.
Para ajudar nessa jornada, um checklist estratégico com pilares focados na infraestrutura, performance e tendências de mercado para alavancar as vendas no setor.
1. Performance
Em 2025, com a expansão do 5G no Brasil, a tolerância do consumidor para sites vagarosos caiu drasticamente. A velocidade de carregamento das plataformas digitais tornou-se o principal fator de retenção nos negócios.
Cada vez mais exigentes, 53% dos usuários de hoje abandonam sites que demoram mais de três segundos para carregar, antes mesmo da primeira interação. Para diminuir o tempo de carregamento do seu site, convém investir em otimização, além de apontá-lo para uma CDN e ter um bom plugin de cache instalado (como o LiteSpeed Cache).
2. IA no e-commerce
A tendência para o ano é clara: o consumidor deseja que a tecnologia facilite a sua jornada de acesso, e não que complique ainda mais a experiência de compra.
Para garantir que o seu empreendimento não seja encontrado apenas no Google, mas atinja novos modelos de busca pela linguagem natural, utilizar o Criador de Sites com IA ajuda a otimizar as descrições de produtos e metadados de SEO.
Empresas como o Shopify, acompanhando as novas tendências de consumo do ano, passam a permitir vendas realizadas por chatbots com inteligência artificial.
3. Segurança contra fraudes
Com o crescimento do setor, as táticas de golpes também aumentaram e se tornaram mais sofisticadas. Para garantir a segurança na hora da compra do usuário, o selo de segurança (SSL) é o básico. Para o Dia do Consumidor, a implementação de camadas extras como a autenticação de dois fatores (2FA) é essencial para que os clientes e o sistema de monitoramento de tráfego identifiquem bots maliciosos no momento do acesso à plataforma digital.
4. Logística estratégica para entregar com rapidez
No último ano, o avanço em eficiência logística deu um salto no Brasil. Para pequenos e médios empreendedores, a dica de ouro é verificar se a plataforma de e-commerce da marca está integrada aos novos hubs de fulfillment. O usuário do Dia do Consumidor espera rapidez para receber o seu produto. Entregas com o prazo de 24h ou 48h não são mais um diferencial em 2026, mas sim a nova tendência de padrão esperado pelos clientes.
O papel da tecnologia no protagonismo do lojista
A democratização do e-commerce, impulsionada por ferramentas que dispensam códigos complexos e pela IA generativa, possibilita que o pequeno e médio empreendedor possa competir de igual para igual com marcas gigantes no mercado. No entanto, essa “igualdade” passa primeiramente pela escolha de parceiros tecnológicos que entendem a necessidade de cada negócio e a realidade do mercado atual.
O Dia do Consumidor é uma grande oportunidade para fidelizar clientes que acessam as plataformas pela primeira vez e que vão permanecer pela excelência na experiência de navegação.
O relógio está correndo. Sua infraestrutura está realmente pronta para encarar os novos desafios do mercado?