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Como a tecnologia está mudando a forma de as marcas se comunicarem com os consumidores

Por: Juana Angelin

Juana Angelin é Diretora de Marketing e Customer Success da Koin desde 2021. Anteriormente, em seus mais de 15 anos de experiência profissional, ocupou posições de liderança em empresas da área financeira e de meios de pagamentos. Juana é graduada em Marketing pela ESPM com especialização em administração de empresas pela FGV e já trabalhou em diferentes áreas como Produtos, Marketing, Ofertas, Customer Experience, Transformação Digital, Parcerias e Relacionamento Comercial. Sua carreira foi construída nos últimos anos em empresas como Banco IBI, Citibank, Credicard, Raízen e Getnet.

A curva de evolução da tecnologia é gigantesca e cresce numa proporção assustadora. Se olharmos para os celulares, por exemplo, o desenvolvimento de uma década é maior do que o dos 20 anos anteriores ou mais.

Dispositivos, programas, softwares, redes sociais… A cada nova geração, novos hábitos são criados e repensados de acordo com as inovações tecnológicas de sua época. Elas moldam a maneira como as pessoas veem e, principalmente, se relacionam com tudo que está ao seu redor.

como a tecnologia impacta na comunicação e o que a sua empresa pode fazer para estar um passo à frente (ou pelo menos ao lado) dos consumidores.

E, na comunicação, não seria diferente. A cada dia, aparecem novas tecnologias que impactam ou criam novos comportamentos e exigem, por parte das empresas, adaptações mais rápidas e eficazes para manter uma conversa que faça sentido com o seu público.

Se pegarmos como exemplo a geração Z, observamos que ela apresenta novos propósitos e novas lentes sobre o mundo em sua volta, e isso faz com que tenha relações diferentes com as marcas em sua volta.

Por isso, hoje falaremos um pouco sobre como a tecnologia impacta na comunicação e o que a sua empresa pode fazer para estar um passo à frente (ou pelo menos ao lado) desses novos consumidores.

Uma geração mais conectada e moderna gosta mais das marcas?

A princípio não, mas calma que tem uma explicação por trás. Segundo a pesquisa Ctrl Z, feita em 2022 pelo grupo Consumoteca para identificar o comportamento da geração Z latina, um em cada quatro jovens latinos se declarou fiel a uma marca. Esse dado, num primeiro momento, assusta. Mas será que acabou mesmo a fidelidade às marcas?

Na verdade, não exatamente. Ainda no mesmo estudo, entendemos que 58% dos jovens acreditam que o relacionamento com consumidor é o que mais agrega valor à uma marca. Portanto, o que podemos entender é que os parâmetros de valor mudaram, e é nesse ponto que os negócios precisam agir e adaptar a sua comunicação.

Ainda no mesmo relatório, temos o que pode ser uma luz nesse caminho. Uma das conclusões que o estudo traz é que as marcas que querem se adaptar à geração Z precisam focar em pacotes de ganhos, ou seja, novos atributos-chave que o seu negócio deve fornecer aos consumidores.

Esses pacotes de ganhos estão separados em três áreas: (i) ganhos na experiência, que é proporcionar uma jornada de compra com pequenos prazeres; (ii) ganhos pragmáticos, que estão relacionados a proporcionar benefícios e vantagens que maximizam os resultados dos produtos; (iii) ganhos de imagem, que proporcionam uma nova imagem do consumidor sobre si mesmo.

Obviamente que cada pacote de ganho desses é um mundo em si e tem adaptações para cada ramo de atividade, porém, é importante tê-los em mente para entender como, pelas ações de comunicação, a marca consegue ir se aproximando desses objetivos e qual deles é mais urgente para o seu contexto.

E como a minha marca pode se aproveitar disso?

Nessa onda de novos comportamentos e inovações constantes, é importante que as marcas tomem ações cada vez mais ágeis. Por isso, é importante termos em mente que existem dois grandes grupos para serem mapeados: o instrumental e o comportamental.

A primeira área diz respeito às tecnologias, aos canais de comunicação e às ferramentas. Ela é de suma importância, pois garante que a marca fale da forma correta, no canal em que o público atualmente está e na velocidade que é exigida. Negligenciar as tecnologias interfere no alcance e na capilaridade dessa comunicação, mesmo que o conteúdo seja poderoso.

Já o comportamental envolve a estratégia e a explicação por trás disso, ou seja, é entender como a tecnologia mencionada acima mudou a maneira de os consumidores e de as marcas se relacionarem. Essa preocupação precisa ser constante, pois é ela quem deve guiar a estratégia de conteúdo e comunicação de uma marca. Assim como não adianta ter o conteúdo certo no formato errado, o inverso é verdadeiro.

As marcas precisam, sim, ocupar os lugares em que os clientes estão, mas tão importante quanto é conseguir se conectar com eles, usar os atributos que mais chamam atenção dessa geração e criar uma comunidade em volta de si pela sua autenticidade.

Essa junção de preocupações, no fim de tudo, é que fará a sua marca conseguir ter uma comunicação mais alinhada com as gerações atuais. É sempre importante lembrar que marketing também tem muito de estudos sociais, e eles precisam permear a sua empresa e ajudar a criar novas estratégias de mercado.

Marketing e comunicação sempre serão sobre criar confiança e conexão, mas a maneira de fazer isso muda muito, inclusive agora enquanto você lê este texto. Então é preciso começar já e da maneira mais eficaz possível.

Fontes:

https://www.grupoconsumoteca.com.br/geracao-ctrlz/
https://transformacaodigital.com/tecnologia/novas-tecnologias-de-comunicacao-e-o-futuro-das-nossas-relacoes/
https://blog.mackenzie.br/mercado-carreira/dicas-de-carreira/como-a-tecnologia-pode-aprimorar-estrategias-de-comunicacao/