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Somente 16% das empresas portuguesas usam canais online para alavancar seus negócios, aponta Deloitte

Por: Helena Canhoni

Jornalista

Bacharel em Comunicação Social pela ESPM. Experiência em tráfego pago, cobertura de eventos, planejamento de marketing e mídias sociais.

Em parceria com a  Associação Portuguesa de Logística (APLOG), o estudo “E-Commerce & Last Mile 2023” da Deloitte afirma que, em 2023, o comércio eletrônico português alcançará a marca de €7.130 milhões, com previsão de chegar a €9.300 milhões em 2025. A análise conta com uma amostra de 186 empresas com lojas online e operações em Portugal e 555 respostas recolhidas de consumidores. 

O aumento nas receitas do e-commerce acontece desde 2017, com destaque para o período da pandemia de Covid-19. Atualmente, 62% das companhias portuguesas possuem presença online, com websites ou redes sociais, entretanto apenas 16% aproveitam estes canais para fomentar seus negócios. 

Para empresas que fazem uso das ferramentas digitais, é estimado que 23% das vendas sejam em função das plataformas. As categorias de vestuário e moda, eletrônica e beleza, higiene pessoal e doméstica apresentaram o maior volume de compras online em 2022, segundo o levantamento. 

Os consumidores do mercado online

A pesquisa explicita que 64% dos entrevistados têm intenção de repetir compras online no futuro e 71% escolheriam o e-commerce como alternativa ao deslocamento até uma loja física. Como maiores pontos de destaque os consumidores elencam a conveniência, disponibilidade e variedade de produtos. Vale ressaltar que 53,4% dos utilizadores de Internet em Portugal afirmam ter efetuado compras online no último ano, um aumento de 6p.p em comparação ao nível pré-pandêmico. A Deloitte prevê que os números continuem a crescer e alcancem o valor de 56,8% em 2025. 

Entre os consumidores, um aumento das expectativas acerca deste setor é apontado pela Deloitte, apesar de 98% dos clientes estarem satisfeitos com suas experiências de compra online. Para os consumidores, os principais fatores apontados como relevantes são: a proteção e a privacidade dos dados pessoais. 79% afirmaram sentir que suas informações são bem protegidas; 83% consideram a experiência de compra tão importante quanto a qualidade dos produtos; 59% está disposto a pagar mais por uma boa experiência de compra; e 76% afirmou que a devolução gratuita é a característica mais importante da compra online. 

Outros fatores como a rapidez das entregas, disponibilidade de informações em tempo real e a simplicidade dos processos de devolução são essenciais para a construção de uma boa experiência de compra, segundo os entrevistados pela Deloitte.

O partner da empresa, José Augusto Silva, explica que a presença digital das empresas é cada vez mais importante, acrescentando que o primeiro passo para o sucesso nesta área é conhecer e compreender o que procuram os consumidores finais.

Fonte: Observador