Redação E-Commerce Brasil

Pesquisa de compras: 45% dos latino-americanos não clicam além da 1ª página

Quinta-feira, 15 de abril de 2021   Tempo de leitura: 8 minutos

No ano em que houve um boom do e-commerce impulsionado pela pandemia de Covid-19, aumentou o número de pessoas que pesquisam antes de comprar pela internet. Porém, 45% dos latino-americanos não clicam além da primeira página de resultados quando compram online, independentemente de se tratar de uma TV, um voo ou uma pizza, ou um aplicativo de namoro gratuito que desejam baixar.

Essa constatação é do relatório Cenário de SEO na América Latina, encomendado pela Sherlock Communications. O levantamento destaca as principais mudanças na América Latina, em termos de e-commerce, penetração em mobile, downloads de aplicativos (e receita associada) e comportamento do consumidor.

O relatório inclui resultados de uma pesquisa realizada pela Toluna em fevereiro de 2021 com mais de 3.300 residentes de seis países latino-americanos (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru), que revela como os usuários pesquisam antes de comprar online e em que tipo de conteúdo eles confiam.

Ainda segundo o relatório, 18% em toda a região afirmaram que olham apenas os três primeiros resultados que aparecem ao fazer compras online. 64% disseram que nunca iriam além das três primeiras páginas de resultados do mecanismo de pesquisa, independentemente do que estavam comprando. As pessoas estavam mais propensas a continuar olhando os resultados após a página três ao comprar itens ou voos de “grande gasto” do que ao comprar mantimentos, escolher restaurantes ou navegar por aplicativos gratuitos.

Confiança dos consumidores nas empresas

Entre as seis nações analisadas, o conteúdo dos sites das empresas foi visto como a fonte de informação mais confiável ao se pesquisar para fazer uma compra online, com 90% dos colombianos afirmando confiar no material da empresa, seguidos por 89% dos peruanos e 88% dos mexicanos.

Ainda segundo o relatório, publicações de tecnologia foram vistas como a próxima fonte de informação mais confiável para produtos e serviços — confiada por 86% dos mexicanos, 83% dos brasileiros e 82% dos peruanos. Níveis mais baixos de confiança em publicações de tecnologia foram observados no México (73%).

Os sites de reviews têm a confiança de 69% dos latino-americanos (variando de 89% dos brasileiros a apenas 55% dos chilenos); 77% dos peruanos disseram confiar em sites de notícias como fontes de informação sobre compras online, em comparação com 52% dos chilenos. Regionalmente, 65% disseram confiar em sites de notícias.

As plataformas de mídia social foram vistas como confiáveis por apenas 51% dos brasileiros, em comparação com 76% dos peruanos. Os blogs inspiraram o nível mais baixo de confiança em toda a linha — apenas 35% dos chilenos confiam no conteúdo de blogs quando fazem compras na web. México (57%) e Peru (56%) ajudaram a elevar a média regional para 48%.

Stella Ferreira, líder do projeto Sherlock SEO na Sherlock Communications, disse que “entender como os consumidores pesquisam e em que tipo de conteúdo eles confiam é vital ao desenvolver estratégias eficazes para os mercados latino-americanos”.

Visão das empresas sobre latino-americanos

Verónica Acuña, líder de SEO da Telecom Argentina destacou a importância de entender as diferenças culturais e sociolinguísticas ao tentar alcançar os clientes. “É muito importante investir em uma boa pesquisa — você precisa conhecer seu usuário, saber como ele fala e como busca algo online.”

Para Adrian Magnacco, gerente de projeto sênior de SEO e ASO do MercadoLibre, a experiência de e-commerce deve se assemelhar ao máximo possível às compras na vida real. “Você precisa garantir que o tempo entre a compra e o recebimento do item pelo consumidor seja o mais curto possível.”

Magnacco também disse que a pandemia teve um grande impacto no comportamento do consumidor na América Latina. “Muitas pessoas que tradicionalmente não confiam nas compras online foram forçadas a fazer sua primeira compra. Com uma boa experiência, é mais provável que continuem comprando online depois de dar o primeiro passo”.

Richard Fenning, gerente de SEO da gigante brasileira de comércio eletrônico B2W, recomendou que as empresas se mantenham atualizadas com os recursos em constante evolução disponíveis para webmasters, como “Schema markup”. “Quando implementados corretamente, esses elementos podem aumentar o envolvimento com a marca, construir confiança e aumentar indiretamente as vendas”.

Enquanto isso, Pierre-Olivier Danhaive, CEO da Verbolia, uma empresa europeia que oferece soluções automatizadas de SEO para empresas globais, disse: “O potencial de crescimento na América Latina é enorme, porque o mercado de SEO ainda não está maduro. Pode não ser assim em dez anos, mas atualmente existe um oceano de oportunidades na América Latina”.

Outros resultados do relatório

42% na América Latina disseram que aceitam a primeira resposta que aparece em sua tela, conhecida como “pesquisa de clique zero”, em que os mecanismos de pesquisa fornecem uma resposta a uma consulta sem que o usuário clique em qualquer site de terceiros.

Argentinos (47%) e brasileiros (45%) foram os mais propensos a aceitar os resultados oferecidos pelo Google. 12% dos chilenos disseram que nunca aceitariam a resposta do Google — 37% estão satisfeitos com os resultados, 20% tendem a clicar nos links fornecidos para verificar as informações destacadas, enquanto 22% dos chilenos disseram que procuram mais informações seguindo outros links na página de resultados.

Peruanos têm o nível mais alto de confiança (76%) no conteúdo geral encontrado ao pesquisar algo para comprar online (incluindo em sites de notícias, mídia social, blogs, publicações técnicas, sites de resenhas e sites de empresas), enquanto os chilenos são os mais descrentes em relação ao que leem em todas as plataformas (60%).

Para baixar o levantamento completo acesse: https://www.sherlockcomms.com/pt/relatorio-seo-latam/

Leia também: AliExpress quer adaptar modelo chinês de e-commerce para o brasileiro

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