Greve dos Correios atinge 13 estados

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Após duas semanas de greve, estados registram atraso nas entregas.

A greve dos funcionários dos Correios completa duas semanas e 13 estados brasileiros estão com problemas de atraso nas entregas. Segundo a presidência dos Correios, cinco mil carteiros estão sem trabalhar, mas o sindicato da categoria fala em 60 mil trabalhadores parados.

Na manhã desta quarta-feira (12), funcionários fizeram uma manifestação em Belo Horizonte e ocuparam uma das principais avenidas da cidade. O trânsito ficou complicado na região.

Um dos setores mais prejudicados com a demora nas entregas é o de vendas pela internet. “Oitenta e três por cento dos lojistas brasileiros vendem pela internet e utilizam diretamente os Correios”, afirma Fred Rocha, diretor da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

Uma empresa de Belo Horizonte que importa equipamentos médicos e distribui para cinco estados vem recebendo reclamação dos clientes. Até uma cirurgia teve que ser adiada. “Um dos principais médicos que atendem na instituição fez a solicitação pra gente com prazo habitual. Por causa da greve, a mercadoria que tinha que chegar até às 10h chegou depois das 13hs e a cirurgia infelizmente foi remarcada”, conta Alexandre Mastandrea, diretor da empresa.

Para driblar os atrasos, a empresa colocou a própria frota para fazer entregas mais próximas e contratou transportadoras para abastecer hospitais que dependem dos produtos para fazer cirurgias. Com essa mudança, o gasto para entregas ficou 30% maior para a distribuidora.

Os grevistas são contra as mudanças no plano de saúde. “A gente não paga mensalidade, a gente tem uma coparticipação de 10%, 15%, 20%, quando se utiliza. Com a mudança, como o estatuto é bem aberto, pode ter a cobrança de todo tipo de mensalidade”, explica Robson Silva, presidente do Sindicato dos Correios de Minas Gerais.

O presidente dos Correios, Wagner de Oliveira, disse em Brasília que não vai haver nenhum reajuste dos planos para os trabalhadores: “O que nós mudamos foi a gestão dos plano de saúde para uma autogestão, aprovado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, que regula a saúde suplementar no Brasil”.

Por: G1

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