Logo E-Commerce Brasil

'Drex chinês': plataforma de moeda digital chinesa supera US$ 55 bi em transações

Por: Amanda Lucio

Jornalista e Repórter do E-Commerce Brasil

Transações em uma nova plataforma de moeda digital liderada pela China superaram US$ 55 bilhões, segundo relatório recente do Atlantic Council. O avanço é mais um indicativo de que iniciativas para criar alternativas aos sistemas globais de pagamento baseados no dólar vêm ganhando escala.

(Imagem: Reprodução)

Os dados analisados mostram que a plataforma piloto mBridge já processou mais de 4 mil transações internacionais. O projeto envolve bancos centrais da China, Hong Kong, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

O volume acumulado de US$ 55,5 bilhões representa um crescimento de cerca de 2.500 vezes desde o início do projeto, em 2022. Atualmente, o iuan digital responde por aproximadamente 95% do valor transacionado na plataforma.

O e-CNY, como é chamada a moeda digital chinesa, segue como o maior experimento em curso de moeda digital emitida por banco central no mundo. Dados recentes do Banco Popular da China indicam que já foram processadas mais de 3,4 bilhões de transações domésticas, somando cerca de 16,7 trilhões de iuanes, o equivalente a US$ 2,4 trilhões. O montante representa um salto superior a 800% em relação a 2023.

No mês passado, a mídia estatal chinesa informou que o e-CNY passará a render juros para usuários que mantêm saldo em contas bancárias ou carteiras digitais, medida vista como um estímulo adicional à adoção da moeda.

Para Alisha Chhangani, pesquisadora do Atlantic Council, os números apontam para uma ampliação gradual do uso internacional do iuan por meio de infraestrutura digital. Segundo ela, a estratégia não busca substituir diretamente o dólar, mas criar sistemas paralelos de liquidação que reduzam a dependência das estruturas tradicionais.

“O projeto mBridge dificilmente desafiará o domínio do dólar de forma imediata, mas pode enfraquecê-lo de maneira gradual”, afirmou.

O Banco Popular da China não comentou os dados até a última atualização desta reportagem.