Dilma quer reverter pessimismo econômico
O grande receio do Palácio do Planalto hoje é que o crescente pessimismo apontado pelo mercado financeiro internacional e empresas nacionais em busca de proteção cambial nos últimos dias se prolongue até setembro.
Na visão da presidente Dilma Rousseff, o mês que traz a primavera será "crucial" para a retomada econômica e, portanto, para preparar o terreno para o ano em que a presidente tentará sua reeleição. As concessões de infraestrutura vão engatar em setembro, acredita o governo.
"Crucial" é o termo usado por uma fonte gabaritada do Palácio do Planalto, segundo quem o governo, de forma geral, ligou o sinal de alerta nos últimos dias.
Depois de uma segunda-feira turbulenta nos mercados financeiros e da escalada na cotação do dólar, o Palácio do Planalto apostava que o recuo verificado no dia seguinte poderia ser o início da trégua. Mas, nesta quarta-feira, 21, demonstrou que o pessimismo pode durar mais tempo do que se imagina.
O dólar voltou a subir, e a geração de emprego no mês passado - dado divulgado nesta tarde - foi a menor para o mês de julho desde 2003. O crescimento econômico caiu fortemente entre o último ano da gestão Luiz Inácio Lula da Silva para o primeiro de Dilma no Planalto, e voltou a cair em 2012. Mas, durante o período, o mercado de trabalho formal continuou muito forte. Isso não tem sido mais verdade em 2013.